Atlântico vence Bela Vista com gol na prorrogação e levanta o caneco da Segundona de Palhoça

Salve, salve!

Já garantidos na elite de 2017, Atlântico e Bela Vista entraram no Renato Silveira, a cancha do futebol profissional palhocense, para disputar a cereja do bolo: a taça da Segundona. Não pude deixar passar a oportunidade de agregar mais duas equipes diferentes à listinha do blog e, para isso, me dirigi ao estádio do Guarani, o que mais vezes figurou por aqui.

Atlântico Recreativo Futebol Clube
O Atlântico brigou pelo título com: David; Ruan Aquino (Perea), Jardel, Juan e Laion; Felippe Gardena, Itauê (David), Dado e Fabinho; Felipinho e Alan (Kleyffer). (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Associação Esportiva e Recreativa Bela Vista Futebol Clube
O Bela Vista foi ao Renato Silveira com: Bica; Dé (Jefinho), Marlon, Pacheco e Wesllem; Cazuza (Douglas), Adaílton (Maninho), Donevan (Renato) e Esquerdinha (Juninho); Vaninho e Tomas. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Trio de arbitragem ao lado dos capitães Adaílton e Juan. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O Bela Vista, do bairro homônimo, voltou a disputar a Segundona no ano de 2014, após o rebaixamento no ano anterior. Aparentemente de passagem pela divisão, o clube liderou a primeira fase, invicto, mas caiu na hora H, após tomar 4 do Rio Grande e ficar sem a vaga à elite. Em 2015, com aspirações mais modestas, o Bela Vista ficou em quinto, batendo na trave pela classificação às semifinais.

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Pela primeira vez n’O Cancheiro, uma foto posada com as duas equipes, além da arbitragem. Iniciativa da LPHF para celebrar a amizade e a paz entre as equipes. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Tirando o próprio Guarani, hoje profissional, o Atlântico é o clube que mais copou a primeira divisão de Palhoça, com cinco títulos, empatado com o Cerâmica Silveira. Após a última conquista, em 2002, o Azulão da Barra do Aririú passou por tempos difíceis, culminando em uma licença das competições oficias da Liga Palhocense. O retorno ocorreu em 2014, com o sexto lugar da Segundona, marca repetida em 2015.

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Taça que, ao final da peleja, seria levantada pela equipe ao fundo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Para reassumir o posto de um dos protagonistas do futebol de Palhoça, o Atlântico montou uma verdadeira seleção do meio para a frente. Nomes conhecidos do amador de Florianópolis, como David, Felipinho, Gardena, Kleyffer e Itauê, formaram uma equipe extremamente ofensiva – para ter uma ideia, Felipe Gardena, normalmente meia-atacante ou ponta, jogou recuado, como volante.

Tamanho poderia ofensivo não foi posto à prova nos primeiros 15 minutos. O primeiro chute perigoso pelo lado azul saiu dos pés de David, que acabara de entrar no lugar do lesionado Itauê, ex-Guarani e seu companheiro na meia-cancha do Grêmio Cachoeira. O Bela Vista, por sua parte, mantinha a posse de bola e rondava a área adversária, chegando perto de levar perigo ao arqueiro David, mas sofria nos contragolpes do rápido ataque do Atlântico. Aos 24, Felipinho escapou pela direita e bateu cruzado e, dois minutos depois, Fabinho aproveitou uma furada de Pacheco; em ambas, a bola passou raspando a trave direita da goleira defendida por Bica.

Itauê
Itauê buscando a jogada pela esquerda, pouco antes de ter que deixar a decisão. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Sem aproveitar as oportunidades lá na frente, o Atlântico ainda quase entregou a rapadura aos 30. Em uma falha de comunicação, a equipe bateu cabeça e a bola sobrou para Tomas; o atacante do Bela Vista viu David adiantado e tentou encobri-lo, mas bisonhamente acabou encobrindo até o gol e a pelota foi se perder bem longe das redes. Pouco depois, o Atlântico voltou a levar perigo na base da velocidade: Felipinho fez a jogada individual, foi à linha de fundo e rolou para Alan, no meio da área, desperdiçar o presente, chutando no meio do gol, sobre o goleiro Bica.

O trio ofensivo da Barra do Aririú tanto incomodou que arranjou um pênalti aos 42. Felipinho, sempre ele, recebeu dentro da área e foi calçado por trás por Cazuza. Penalidade clara, mas desperdiçada por Alan. Por mais que o Atlântico tenha fuzilado o gol adversário, estava claro que não seria na primeira etapa que o gol sairia. Até Gardena veio de trás e arriscou, mas mandou por cima.

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Pênalti bem marcado para o Atlântico e a chance de abrir o marcador da partida. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A solução do Azulão se encontrava no banco de reservas. Kleyffer entrou no lugar de Alan e, aos 15, cerca de cinco minutos depois de entrar, recebeu um belo lançamento e completou de primeira, sem deixar a bola cair, abrindo o placar com um golaço. Três minutos depois, o atacante, ao seu estilo, avançou na correria, ganhou da zaga e bateu cruzado, quase anotando seu segundo gol. A essa altura, a pesada defesa do Bela Vista não conseguia encontrar Kleyffer e Felipinho em campo.

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Kleyffer levou a torcida do Atlântico à loucura com o gol que até então dava o título ao Azulão. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A partir do gol, o Atlântico teve inúmeras chances de matar a partida e faturar a taça. Dado costurou a zaga, mas pecou na finalização; David arriscou mais uma de longe; Felipinho desviou um chute de Kleyffer, mas Marlon salvou em cima da linha. E nada de sair o segundo gol. Quando a bola estufou, de fato, as redes, a arbitragem protagonizou uma baita confusão. David fez o gol, mas o juiz apitou uma falta em favor do Atlântico na entrada da área – detalhe que o silvo do apito saiu no exato momento do chute do meia. Para complicar mais ainda, o lance ocorreu sobre a linha da grande área e, da forma contundente e rápida como foi indicado, ficou a impressão de que havia sido marcado pênalti. Nem pênalti, nem vantagem que resultaria em gol.

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Sobrou um bracinho ali… (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Quem manja de futebol sabe muito bem que o ditado de “quem não faz, toma” nunca falha. Mesmo jogando com vontade, o Bela Vista não apresentava qualidade ofensiva e pouco oferecia perigo ao gol de David. Até que, aos 40, uma bola foi levantada na área, a defesa não conseguiu afastar, o arqueiro David tampouco acertou seu soco, e Wesllem aproveitou para subir mais alto, cabecear e levar a partida para a prorrogação.

O fria ia batendo lá para as bandas do mangue, mas ainda assim esperaríamos mais, no mínimo, meia hora para conhecer o campeão da Segundona. Os dois tempos de quinze minutos foram marcados por um jogo muito pegado, mas extremamente chato, como se as equipes estivessem afim de decidir nas penalidades máximas.

Mas não foi preciso chegar às séries de cobranças para que o título saísse de um pênalti. Já eram decorridos sete minutos do segundo tempo, quando, em uma jogada confusa, o árbitro viu novo pênalti em favor do Atlântico. Dessa vez, sem pestanejar, Felipinho foi para a cobrança e marcou o gol do título.

O Bela Vista bem que tentou voltar à igualdade com Tomas, mas David saiu bem e abafou. Ainda assim, não há motivos para a equipe rubra lamentar, já que o acesso, objetivo principal, foi alcançado. A taça, mero detalhe, ficou pros lados da Barra do Aririú, coroando a volta de uma das maiores esquadras palhocenses aos campos da elite.

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A taça não veio, mas a torcida reconheceu o acesso conquistado pela equipe do Bela Vista. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Atlantico campeão Palhoca
Juan recebeu o troféu do presidente do Bela Vista. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Falando em primeira divisão, ela volta já no próximo final de semana, sem deixar a pelota parar de rolar em Palhoça. Ainda esse ano, provavelmente na finaleira do campeonato, voltaremos ao município. Até lá, seguimos andejando por aí, com o Municipal de São José como destino no domingo.

Até logo, com o relato do que rolou ali na cidade vizinha!

2 comentários sobre “Atlântico vence Bela Vista com gol na prorrogação e levanta o caneco da Segundona de Palhoça

  1. […] Depois de deixar o também parceiraço Matheus Desprovidos Pereira no Renato Silveira, saí a cata de um cartão de memória por Palhoça, em plena manhã de domingo. Com uma certa agilidade, achei tal acessório indispensável e retornei à cancha do Guarani, adentrando-a no exato momento em que um hino de estrelas e flores era reproduzido – o de Santa Catarina, para quem não conhece. É a quinta vez que vou ao principal estádio palhocense e, curiosamente, nenhuma foi para cobrir partidas profissionais – a última, inclusive, foi a final de Segundona do ano passado, entre Atlântico e Bela Vista. […]

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