Metropolitano bate o Tramandaí com gol na prorrogação e larga na ponta do Sul-Brasileiro

Buenas!

O tradicional Sul-Brasileiro de Amadores chegou a sua 32ª edição, reunindo, uma vez mais, as quatro melhores esquadras não-profissionais de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Respeitando o rodízio de sedes, coube à SOBE Iguaçu, de Curitiba, ser a anfitriã do torneio em 2019, em seu simpático Estádio Egydio Ricardo Pietrobelli. E foi para lá que nós fomos.

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Localizada no Butiatuvinha, próximo à Santa Felicidade, a sede do Iguaçu mantém suas características originais, mas muito bem cuidadas. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Iguaçu e Ferroviários fazem jogo truncado e não saem do zero

Paranaenses e paulistas abriram a maratona de jogos. Campeão da Taça Paraná contra o arquirrival Trieste, o Iguaçu recebeu o direito de, pelo segundo consecutivo, representar o estado na competição. Igualmente repetindo o feito de 2018, o Ferroviários, de Bragança Paulista, foi o representante paulista, após ter conquistado o Amador do Estado.

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A SOBE Iguaçu, do técnico Luisinho Netto, estreou com: Filipe; Gabriel (Neto), Emerson, Aderaldo e Victor Tilly; Marquinho, Helton, Roney (Felipe Caron) e Baroni (Bruninho); Eric (Marcelinho) e Alex Pinhais (Diego Bianchini). (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O Ferroviários AC, escalado por Robson Melo, foi a campo com: Ricardo; Baião, Diegão, Merece e Caio; Bitinho, Everton (Romário), Popó (Vitinho) e Stefano (Chupeta); Tom e Dênis (Max). (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Eduardo da Silva Ferreira comandou o duelo, auxiliado por Alisson Lovato e Alessandro Gonçalves. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Ano passado, em Nova Veneza, os bragantinos levaram a melhor sobre os curitibanos, mas acabaram ficando com o vice, atrás do anfitrião Metropolitano. O duelo foi no Estádio da Montanha, onde, em 2014, o Ferroviários sagrou-se campeão do Sul-Brasileiro, mas acabou perdendo o título por uma série de irregularidades nos registros dos atletas. Um ano depois, em Guarapuava, a equipe voltaria a ficar em segundo, dessa vez perdendo a taça para o Rui Barbosa.

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Agora em casa, o Iguaçu entrou em campo buscando a revanche contra o Ferroviários. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Buscando quebrar esse tabu contra equipes catarinenses e enfim conquistar o primeiro caneco, o Ferroviários começou propondo o jogo. Também em busca do título inédito e jogando para a sua torcida, o Iguaçu rapidamente equilibrou as ações e chegou duas vezes com perigo, em finalizações pouco efetivas de Eric. Fora isso, o primeiro tempo de uma completa falta de criatividade de ambas equipes.

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Luisinho Netto não gostou do que viu na primeira etapa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Para a tristeza de quem esperava um grande jogo na abertura, os times voltaram a se anular nos 90 minutos finais e o duelo seguiu peleado na meia-cancha, mas com pouca bola no chão. Dessa vez, foi a vez do Ferroviários assustar, também em duas finalizações de seu 9, Tom, mas ambas sob a meta de Filipe, deixando o placar zerado.

Metropolitano sofre, mas vence o Tramandaí no apagar das luzes

O atual campeão Metropolitano encarou o novato Tramandaí no jogo de fundo. A equipe de Nova Veneza voltou à competição após sagrar-se tricampeã catarinense ano passado. Sem um Estadual organizado pela FGF, coube novamente ao campeão da Taça Serramar, torneio que envolve as equipes do litoral norte gaúcho, representar o Rio Grande do Sul no Sul-Brasileiro. Fundado em 2017, o Tramandaí chegou ao seu primeiro caneco um ano depois, vencendo o Serraria – curiosamente, a abertura da competição já havia colocado as duas equipes frente a frente.

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O GE Metropolitano, escalado por Jean Reis, foi a campo com: Fabiano; Paulo Sérgio (Dedê), Shayder, Cleiton e Fá; Filipe Monteiro (Thiago Cristian), Will (Santos), Lalau (Roger Gaúcho) e Wagner (Guto); Foguinho (Léo Bortolin) e João Simon. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O Tramandaí FC, comandado por Eduardo Jardim, jogou com: Juliano; Alex Xavier, Eto e Spok; Michel Gaúcho, Diego, Guilherme, Ronaldo Raupp (Guilherme Borges), Feijão e Jamaica (Tito); Lucas Selvagem.
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O trio de arbitragem foi composto por Diego Bonfim, Alexsandro Eusébio da Silva e Danilo Padilha Porse. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Sem poder contar com os atletas profissionais que normalmente dão as caras pela Taça Serramar, o Tramandaí montou um elenco mais modesto e enxuto. Tão enxuto que apenas dois atletas compuseram o banco de reservas. Do outro lado, o Metropolitano acabou perdendo alguns de seus principais jogadores para o rival Caravaggio, mas foi ao mercado e contratou à altura, com destaque para Wagner, figurinha carimbada do futebol gaúcho – e da própria Serramar, onde conquistou o título de 2019 com o Central, de Caraá.

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Wagner esteve no elenco heptacampeão da Serramar pelo Central. A decisão foi há menos de uma semana, contra o próprio Tramandaí. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A diferença de preparo ficou clara logo que a pelota rolou. O Metropolitano dominou totalmente os primeiros minutos e tardou apenas 15 para tirar o zero do placar – e do Sul-Brasileiro. Após uma jogada espetacular de Foguinho, que dominou no peito encobrindo o marcador, a bola chegou em Wagner, que deu para João Simon, no meio da área, ter toda a calma para a cortar a marcação e arrematar, sem chances para Juliano.

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João Simon deixou a marcação no chão e finalizou de canhota, abrindo o placar. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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105 minutos depois, enfim saía o primeiro gol do torneio – um avanço, se pensar que ano passado a rodada de abertura terminou totalmente zerada. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O time de Nova Veneza seguiu pressionando, mas o excesso de preciosismo impediu o time de ampliar. Quando tudo levava a crer que o placar logo se dilataria, o Tramandaí precisou de apenas uma bola para empatar: em uma falta defronte à grande área, Feijão mandou de canhota, no ângulo, sem a menor chance para Fabiano, que sequer se mexeu.

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Feijão colocou com extrema categoria. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Uma bola apenas foi necessária para o empate dos gaúchos. Isso que é efetividade. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Ciente de suas limitações, o Tramandaí se limitou à defender-se. E o fez de forma extremamente eficaz. Por mais que o Metropolitano martelasse, o empate teimava em persistir. Até um pênalti, que acarretou na expulsão de Guilherme, foi desperdiçado por Wagner. Já eram decorridos 47 do segundo tempo, quando enfim uma jogada bem trabalhada furou a defesa gaúcha: Foguinho recebeu um cruzamento no segundo pau e escorou para chegar batendo; a pelota ainda roçou a trave, mas entrou.

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O interminável Fá ainda teve pernas para, já na prorrogação, chegar ao ataque e finalizar com perfeição. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A bola volta a rolar nesse sábado, com Ferroviários x Tramandaí e Iguaçu x Metropolitano. No melhor dos cenários para os catarinenses, o título pode vir já na segunda rodada, caso a preliminar termine empatada e o Metropolitano derrote os locais.

O desenrolar dessa história, com campeão antecipado ou não, tu lês por aqui, ainda hoje! Até!

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