Campeão de tudo! Metropolitano bate o Serraria e conquista o Sul-Brasileiro

Salve!

O Sul-Brasileiro chegou a sua última e derradeira fecha com duas equipes brigando pelo título: Metropolitano e Ferroviários, os vencedores da rodada anterior. Coube aos perdedores, Serraria e Iguaçu, torcerem um pelo outro e buscarem um milagre no saldo de gols. Enquanto gaúchos e catarinenses duelavam na cancha do Metrô, paranaenses e paulistas jogavam no Caravaggio. Por ser o time local, a escolha do blog foi permanecer no Marinão.

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O Metropolitano, comandado por Jean Reis, foi a campo com: Passarela; Dudu, Cleiton, Shayder e Fá; Filipe Monteiro, Ronaldinho Gramadense e Andrei; Lalau, Júlio Abu e Beto Cachoeira. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O Serraria, do técnico Antônio Santos, foi em busca do milagre com: Juliano; Maiquinho, Alex, Guilherme e Diego; Ronaldo Raupp, Dani, João Victor e Leandro; Jamaica e Luisinho, (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Fernando Henrique de Medeiros Miranda apitou o duelo, auxiliado por Fabiano Coelho da Silva e Eder Miguel Sacco. João Jorge de Melo foi o quarto árbitro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A preocupação da Federação Catarinense de Futebol para que os embates começassem exatamente ao mesmo tempo se justificava pelas igualdades entre Metrô e Ferroviários, com quatro pontos, e Serraria e Iguaçu, com um. Assim, evitaria qualquer suspeita de arranjo ou que uma das equipes entrassem sabendo exatamente o que precisaria para levar a taça – como ocorreu na edição de 2016, quando o Metropolitano estreou na competição, mas ficou com o vice (naquela edição, O Cancheiro só conseguiu estar presente na última rodada).

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Os hinos nacionais foram executados sem a presença do Metropolitano. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Poucos minutos depois, o time da casa subiu ao campo, sendo recepcionado pela sua sempre flamante torcida. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O panorama dessa edição do Sul-Brasileiro lembrava bastante o da edição de 2014, quando o Ferroviários acabou levantando a taça em campo. Naquele ano, a sede principal foi o Estádio da Montanha. Com as duas partidas finais ocorrendo em paralelo, o Caravaggio precisava fazer sua parte contra os gaúchos do Serrano – e fez – e torcer por um tropeço dos paulistas no Darci Marini. Esse ano, com o Metrô representando Santa Catarina, os estádios se inverteram, mas a realidade é exatamente a mesma.

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O duelo, entretanto, começou meia hora depois do previsto, devido à ausência de médico. Torcedores e dirigentes do Serraria já cogitavam deixar o campo (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Após muita reclamação dos gaúchos, o médico enfim apareceu e foi dado o aval para que a bola rolasse no Darci Marini e na Montanha. O equilíbrio, assim como no restante do torneio, deu o tom da partida nos primeiros minutos. Enquanto o Metropolitano buscava o jogo pelo lados, com Lalau e Júlio Abu, o Serraria respondia nas sempre perigosas bolas paradas de Diego.

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Banco na primeira partida, Júlio Abu foi escalado a partir da segunda rodada, oferecendo mais qualidade e ofensividade à equipe. O meia-atacante, curiosamente, foi um dos grandes destaques do Serraria na Taça Serramar, mas acabou sendo federado pelo Metrô. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Corria a notícia pelas bancadas do Marinão que Léo Gago já havia aberto o placar para o Iguaçu, a cinco quilômetros dali. Não sei se ela chegou ao campo, mas fato é que no lance seguinte, quando já eram decorridos dezoito minutos nas duas canchas, o Metropolitano foi para cima e abriu a contagem. Após falta lateral cobrada por Júlio Abu, Gramadense dividiu no alto e ela sobrou na medida para Cleiton, fazendo as vezes de nove, mostrar oportunismo e bater para o fundo das redes.

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Cleiton não subiu e ficou na espreita, esperando a sobra para guardar. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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E sair para o abraço. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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A essa altura, nem um empate do Serraria tiraria a taça do Metropolitano. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Com as vitórias parciais de paranaenses e catarinenses, só um desastre faria com que o Ferroviários levasse embora a taça de campeão novamente. Para piorar a situação dos paulistas, o Serraria não conseguia se encontrar em campo. Aos 30, o polivalente Cleiton roubou no meio, avançou com velocidade, agora fazendo as vezes de ponta, e deu na medida para Abu, mas a bola deu uma quicada antes e o atacante pegou embaixo dela, perdendo um gol incrível.

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Lalau subiu, mas não alcançou. O Metropolitano tentava chegar ao segundo de todas as formas. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O jogo deu uma esfriada aos 35, quando um novo fator externo fez a bola parar. Dessa vez, foi a polícia que teve de deixar o estádio para atender uma ocorrência – pelo jeito, o município só conta com as duas viaturas que estavam nas canchas. Foram mais dez minutos de espera. Ruim para o Metropolitano, que perdeu o embalo e não conseguiu mais criar oportunidades até o intervalo.

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Após a parada, os patrulhenses voltaram a equilibrar a peleia. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Aos gritos de “Serraria, Serraria, nada vai nos separar”, a torcida patrulhense tentava equilibrar as ações também na arquibancada. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Na etapa complementar, os paulistas precisavam de ao menos quatro gols. O Metropolitano não quis saber de saldo e fez sua parte. A equipe manteve o padrão ofensivo e, aos oito, após já ter pregado alguns sustos no adversário, chegou ao segundo gol com Dudu, num arremate rasteiro, da entrada área.

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O gol de Dudu deixou as venezianos muito perto de comemorar mais uma façanha. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A essa altura, o Ferroviários necessitava de cinco gols. Conseguiu o empate logo depois, aos dez, mas a virada só veio aos 47. Ciente do que se passava pelo Caravaggio, o Metropolitano, com toda sua experiência e alma copeira, só administrou o placar. Do lado de fora das quatro linhas, a torcida rubra contava os minutos para soltar o grito de “campeão de tudo” – sempre com aquele parênteses: “em campo”.

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Os locais não esperaram nem o apito final de Fernando Miranda para celebrar mais essa conquista. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Um caixão e um trapo se somaram ao “Eterno 7×1” nas provocações ao rival. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Antes o Metropolitano não tinha Sul-Brasileiro. Agora tem, e conquistado em campo. Ano que vem pode vir o bi. Certamente o Caravaggio não vai querer ficar para trás e buscará tirar esse asterisco de sua história. Assim segue fomentada a maior rivalidade do futebol não-profissional catarinense. Se não tem mais o que ganhar, então trata-se de superar o rival. E já tem Clássico da Polenta no horizonte dos torcedores venezianos. Será na final do Regional da Larm, caso o Carava volte a derrotar o Turvo e o Metrô devolva a derrota sofrida para o Rui Barbosa – a única da equipe na temporada.

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O Serraria deixa Nova Veneza com um honroso terceiro lugar em sua primeira competição federada. Torcida e jogadores se saudaram pelo feito. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Mais um caneco erguido por Cleiton, o capitão campeão de tudo! (Depois de acompanhar todos os 450 minutos possíveis de bola rolando, tivemos que deixar o Darci Marini antes da premiação, então a foto é do parceiro Júnior Bortolotto)

Se tudo der certo, tomaremos o rumo de Nova Veneza outra vez mais no sábado. Aliás, a vontade era de ficar direto, tamanha a receptividade do pessoal do Metropolitano, que me fez sentir em casa no Sul do Estado e tornou possível a cobertura completa do Sul-Brasileiro. O dinheiro pode comprar os melhores atletas, mas não compra a simplicidade e a paixão, e isso o Metropolitano tem de sobra.

Fica aqui meu muito obrigado e um até breve!

2 comentários sobre “Campeão de tudo! Metropolitano bate o Serraria e conquista o Sul-Brasileiro

  1. deixa bem claro..que em.2016 nao houve marmelada nao..o Vasco ganhou os tres jogos … campeao legitimo..agora pergunta pro pessoal do metro..o que aconteceu no jogo deles e 12 horas de porto alegre.abracos

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  2. A equipe do E.C. Serraria não foi em busca de um milagre, da maneira que pode, fez grandes jogos e digo mais, se tivesse ido com a equipe que participou aqui no Campeonato Serramar, no RS, teria voltado do Sul Brasileiro de Amadores com o título. Foi um grande certame, grandes equipes, merecido o título para o Metropolitano. Parabéns pela cobertura. Nós da WEB TV CORREIO DO IMBÉ. Agradecemos a acolhida que tivemos em Nova Veneza. Que venha a próxima edição em Curitiba, estaremos lá, levando para o mundo todas as emoções, com a equipe de esportes mais vibrante do Litoral Norte do RS.

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