Metropolitano goleia o 12 Horas em Guarulhos, mas fica com o vice do Sul-Brasileiro

Salve!

Findado o Estadual, bolei uma logística pra lá de insana para a próxima cobertura. Pouco mais de 12 horas depois de ver a grande final, no Caravaggio, lá estava O Cancheiro acompanhando a outra equipe de Nova Veneza, o Metropolitano. Detalhe: em Guarulhos, distante mais de 900 quilômetros. Por lá, o Metrô está fazendo sua primeira incursão a destinos fora de Santa Catarina, representando o estado no Sul-Brasileiro de Amadores. Na última rodada, o adversário seria o porto-alegrense 12 Horas, do Campo da Tuka.

Sport Clube 12 Horas
12 Horas, escalado pelo treinador Marcelo, com Lucas; Filé, Malão (Kaká), Gean e Zeca; Kuia, Renato (Henryque), Nonô e Jean (Xande). (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Grêmio Esportivo Metropolitano
O Metrô, do técnico Walter Ghislandi, adentrou o gramado sintético com Passarela; Ricardinho (Ronaldinho Gramadense), Fábio Fidélis, Cleiton e Gilliard (Andrei Oliveira); Filipe Monteiro; Dudu (Hegon), Will (Luan) e Mazinho (Alan); João Simon e Kiko. (Foto: Metropolitano)
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Trio paulista composto por João Marcos Giovanelli, Edislandio Nunes Bernardo e Gilmar Alves da Silva. O quarto árbitro foi Demetrius Pinto Candançan. (Foto: Edson Oliveira/É Bola na Rede)

Desde que o time neoveneziano faturou a taça do Estadual, lá na distante São Miguel do Oeste, havia prometido que estaria presente no Sul-Brasileiro. A coincidência com as datas do Estadual me obrigou a priorizar o torneio disputado em Santa Catarina. Ainda assim, dei um jeito de encaixar a rodada decisiva de Guarulhos no planejamento. De quebra, fiz minha estreia no futebol amador paulista e conheci o genial e obscuro estádio do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos.

Metropolitano, campeão catarinense, Vasco do Jardim Paraíso, campeão paulista, 12 Horas, último campeão gaúcho, e Internacional, vice-campeão paranaense, disputaram entre si, no formato de todos contra todos, a maior taça a nível nacional do futebol amador brasileiro. A equipe de Nova Veneza defende o título para o Sul de Santa Catarina, campeão nas duas últimas edições, com o também neoveneziano Caravaggio e o Rui Barbosa, de Morro da Fumaça.

Nas duas primeiras rodadas, melhor para o anfitrião de Guarulhos. O Vasco investiu pesado, mirando ser o primeiro paulista campeão do torneio – ainda que seja chamado Sul-Brasileiro, o certame agrega equipes paulistas desde 2006. Com três pontos, Internacional e Metropolitano ainda sonham em levar o caneco para o Sul. Eliminado, o 12 Horas mais uma vez chega na última rodada apenas para cumprir tabela, passando longe do histórico retrospecto que os gaúchos têm na competição – o Rio Grande do Sul é o maior campeão do torneio, com 11 títulos.

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O Metrô nunca joga sozinho. Até em Guarulhos a torcida esteve presente. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Abrindo a rodada dupla, Metropolitano e 12 Horas adentraram o campo sintético do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos às 9h da manhã. A equipe gaúcha não teve nem 24 horas de descanso – mas, como o nome poderia sugerir, 12 horas seriam o suficiente. Devido à logística apertada e ao superestimado Uber, cheguei com 10 minutos de bola rolando. Por sorte, não perdi nada.

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Assim como em São Miguel do Oeste, lá estava o bandeirão do Metropolitano. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O primeiro lance de perigo que vi, por acaso, acabou resultando em gol. Nonô fez fila na defesa do Metrô e só rolou para Jean meter uma bucha, abrindo o placar da rodada com estilo. Fisicamente melhor, até por estar poupando alguns de seus jogadores nessa última rodada, visando o Clássico da Polenta das finais do Regional da LARM, o Metrô logo retomou o controle da partida, na base do toque de bola. No último lance do primeiro tempo, Andrei cruzou, João Simon tentou de cabeça e a pelota sobrou para Kiko só empurrar para as redes.

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Jean abriu o placar com um golaço e foi comemorar com o banco. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Como precisava fazer um bom saldo de gols, além de torcer por vitória do Internacional no jogo de fundo, o técnico Walter Ghislandi cobrou mais incisividade e finalizações da equipe. Aproveitando o desgaste físico do 12 Horas, que a essa altura já improvisava até o goleiro Xande com a camisa 10, o Metrô facilmente tornou o placar mais elástico. Aos 10, Luan guardou de pênalti, abrindo a conta no segundo tempo.

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Kiko vai para cima da marcação sob os olhares atentos do banco de reservas. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O empate não servia para nada. No lance seguinte, Alan rolou para Kiko, que perdeu a chance de fazer o segundo, chutando sobre o arqueiro Lucas. Um minuto depois, João Simon avançou pela direita e não desperdiçou, mandando cruzado para o gol. Aí virou passeio. Aos 16, Hegon foi para dentro da marcação, invadiu a área, mas foi desarmado com falta por Kaká; pênalti claro, convertido por Alan.

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Pênalti de Diego Flores sobre Hegon. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Alan ainda perdeu a chance de fazer, no mínimo, mais três gols. Primeiro desperdiçando um pênalti, aos 20 – terceiro para o Metrô na partida -, depois arriscando de cobertura e chutando sobre o goleiro, nas duas vezes que saiu na cara do gol. O quinto viria “apenas” aos 32, em chute de fora da área de Hegon.

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Hegon fez o quinto. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Foi aí que começou a polêmica da partida. Com o placar feito, o Metropolitano ficou tocando a bola para o lado, enquanto o 12 Horas assistia. Fato facilmente explicado pelo desgaste dos dois times que, em menos de 72 horas, haviam disputado três partidas. A rádio Capital Sul, do Paraná, entretanto, não viu dessa forma. O narrador, inclusive, afirmou ser uma vergonha o que estava ocorrendo e que nunca mais cobriria um Sul-Brasileiro na vida. A direção do 12 Horas não gostou nada e foi tirar satisfação, gerando um princípio de confusão. Tanta indignação se devia ao fato do time do seu estado, o Internacional, ter a obrigação de fazer um improvável saldo de três gols sobre o Vasco para conquistar o título.

Mais fotos do confronto

O placar, como era de se esperar, não se alterou até o final. O 12 Horas, campeão em 2013 numa parceria com o Americano de Novo Hamburgo, deixa o Sul-Brasileiro sem conquistar nenhum ponto. O Metrô, em sua primeira participação, deixou o campo na torcida para que o Internacional de Campo Largo vencesse por, no máximo, dois gols de diferença. Se levasse o caneco para Nova Veneza, se igualaria ao rival Caravaggio, campeão em 2014.

Como já está adiantado no título do post, o Metrô ficou com o vice. O resultado no jogo de fundo, entre Vasco e Inter, não foi o esperado pelos catarinenses. Mas isso é resenha para logo mais.

Até!

Um comentário sobre “Metropolitano goleia o 12 Horas em Guarulhos, mas fica com o vice do Sul-Brasileiro

  1. […] A preocupação da Federação Catarinense de Futebol para que os embates começassem exatamente ao mesmo tempo se justificava pelas igualdades entre Metrô e Ferroviários, com quatro pontos e diferença de dois gols de saldo, e Serraria e Iguaçu, com um. Assim, evitaria qualquer suspeita de arranjo ou que uma das equipes entrassem sabendo exatamente o que precisaria para levar a taça – como ocorreu na edição de 2016, quando o Metropolitano estreou na competição, mas ficou com o vice (naquela edição, O Cancheiro só conseguiu estar presente na última rodada). […]

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