Brusque atropela o Operário e chega à segunda goleada em dois jogos pela Copa Santa Catarina

Salve!

A segunda rodada da Copa Santa Catarina nos reservou um destino até então desconhecido: a pequena cidade de Itaiópolis, no Norte do Estado. Por lá, no gramado do 16 de Abril, o Operário outrora de Mafra vem mandando suas partidas em 2018, desde a Segundona. Pela Copa Santa Catarina, a estreia sob seus domínios foi contra o atual vice-campeão Brusque.

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O Operário foi a campo com: João Pedro; Tiago, Marinho (Diogo), Anderson e Baloy; Guaxi, Pedro (Giovanni), Rafa (Lucas Gobetti) e Oliveira; Alex e Bismarck. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Pingo escalou o Brusque com: Dida; China, Cleyton, Neguete e China; Mineiro, Anderson Safira, Luizinho e Eliomar; Jefferson Renan e Weverton. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Diego da Costa Cidral comandou o duelo, auxiliado por Diogo Berndt e Carlos Alberto do Aragão Júnior. Hector Andrew Lisboa Jacques foi o quarto árbitro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Depois de conceber uma logística deveras improvável, chegamos à terra do Itaiópolis Xoklengs, equipe de futebol americano que costuma lotar o 16 de Abril, para conferir nosso segundo duelo entre ambas equipes – o primeiro, ainda no Pedra Amarela, em Mafra, foi tão perdido quanto e acabou sendo imprescindível na campanha do acesso do Brusque em 2015.

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Fachada simples da cancha itaiopolense. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Acostumado com bons públicos nos jogos do Itaiópolis Xoklengs, o estádio recebeu poucas dezenas de torcedores para a estreia do Operário em casa nessa Copa SC. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O gramado, tão judiado pelo esporte estadunidense, estava impraticável durante a Série B do Estadual. No decorrer do certame e no intervalo para a Copa SC, ele foi ganhando alguns reparos e hoje se encontra melhor do que o do próprio Augusto Bauer – não que isso queira dizer alguma coisa -, onde o Brusque costuma(va) mandar seus jogos.

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Nas arquibancadas, um solitário torcedor ora buzinava sua falhada corneta, ora empunhava um bandeirão alvinegro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Lá mesmo, ainda na cancha do Carlos Renaux, o Quadricolor emplacou uma bela vitória na estreia. O 4 a 1 sobre o Almirante Barroso já alçou o clube à liderança do Grupo B. Sem a mesma sorte, o Operário, que já vinha do rebaixamento para a Série C, atravessou o trecho catarinense da BR 116 de ponta à ponta e foi derrotado pelo Inter de Lages, no Tio Vida.

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Esquadras perfiladas para as execuções dos hinos. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Antes da partida, o presidente do Operário Edmar Heiler prestou uma homenagem ao ex-zagueiro Rodrigão, hoje gerente de futebol do Brusque, que encerrou sua carreira profissional jogando em Mafra. Naquele confronto de 2015, aliás, Rodrigão era o capitão do Operário. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O favoritismo, apesar das adversidades locais, era claro. E o Brusque tratou de fazer um primeiro tempo impecável para traduzi-lo em três pontos mais. Não antes, porém, de levar um baita susto do Operário. Dida foi traído pelo gramado irregular e, na tentativa de dominar um recuo, acabou entregando nos pés de Alex, mas o atacante demorou para finalizar e ficou sem ângulo, desperdiçando aquela que seria a única chance clara de gol pro seu time.

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O Operário começou equilibrando as ações na base da força. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Até os 20 minutos, a equipe da casa conseguia equilibrar o jogo na base da vontade. Quando enfim conseguiu empregar seu estilo de jogo, com bola no chão e marcação alta, a qualidade do Brusque destoou. Em dois minutos, Luizinho aproveitou duas brechas na defesa para abrir a porteira: aos 25, recebeu pela direita e bateu mascado, o suficiente para tirar do goleiro João Pedro; um minuto depois, dessa vez pelo meio, ele disparou novamente de direita, que não é perna boa, mas no alto, um petardo sem chances para o goleiro.

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A marcação chegou atrasada e Luizinho tirou o zero do placar. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Foi dele também o segundo gol. Ambos num intervalo de pouco mais de um minuto. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Nem deu tempo dos mandantes se encontrarem em campo e o Brusque já estava roubando a bola na meia-cancha, dois minutos depois, para atacar e fazer o terceiro. Dessa vez foi com Eliomar, que recebeu no meio da área, teve liberdade para dominar, e fuzilou, dilatando ainda mais o marcador.

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Autor do gol salvador do Brusque em 2015, em Mafra, Eliomar também deixou o dele em Itaiópolis. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Desnorteado, o Operário não conseguia sair jogando. Se tentava pelo alto, a afiada dupla Neguete e Cleyton cortava todas. Pelo chão, a marcação alta roubava ainda antes da risca central. Foi assim, que aos 38, a pelota chegou em Anderson Safira, que decidiu arriscar do meio da rua mesmo e mandou um tiro preciso, no canto de João Pedro. Ainda antes do intervalo, havia tempo para o quinto: o arqueiro alvinegro espalmou uma forte cabeçada de Weverton, mas a defesa não contribuiu com o goleirão e deixou Jefferson Renan livre para encher o pé e correr para o abraço.

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Safira engatilhou a canhota e marcou um golaço. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Jefferson Renan pegou o rebote e encheu o pé para, não perca as contas, fazer o quinto. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

No intervalo, os atletas receberam uma bronca homérica do presidente Edmar Heiler. De certa forma, ela fez efeito, já que a equipe retornou com a mesma pegada do começo da partida. A essa altura, porém, com cinco gols de dianteira, o Brusque só administrou e aproveitou os 45 minutos finais para soltar a perna e se poupar para o duelo contra o Marcílio Dias, na próxima quarta-feira.

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O goleirão Dida saiu com o uniforme limpinho. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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A bronca surtiu efeito e o Operário conseguiu segurar o placar. O problema é que já estava 5×0. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Com nove gols em dois jogos – em pastos que, diga-se de passagem, só atrapalharam seu estilo de jogo – o Quadricolor chega embalado para o clássico. Apesar do acerto para mandar o restante dos seus jogos no Estádio Valério Gomes Neto, em São João Batista, o confronto deverá acontecer no Augusto Bauer. O Operário, por sua vez, vai a Itajaí buscar seus primeiros pontinhos, contra o Almirante Barroso, também na quarta.

Mais fotos dos 90 minutos em Itaiópolis

Depois de conhecer a 50ª cidade brasileira diferente – 37ª catarinense -, O Cancheiro regressa à Grande Floripa e, no domingo, embarca para um município ainda menor, mas já velho conhecido: Paulo Lopes. Siga acompanhando nossas pernadas por Copa Santa Catarina e Série C, interior catarinense afora, e até a próxima!

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