Pela abertura da Segundona de Floripa, Canasvieiras bate o Barrense e larga na ponta do Grupo A

Coé rapeize!?

Passado um semestre inteiro, a gorduchinha finalmente começou a rolar para valer nos gramados da Ilha da Magia. Abrindo os trabalhos de 2017 de forma oficial, o primeiro campeonato federado da Grande Floripa é a Segundona da Capital. Com direito a cerimonial de abertura e tudo, o confronto entre Barrense e Canasvieiras foi o destaque da tarde de sábado.

Barrense Futebol Clube
O time da Barra da Lagoa estreou com: Murilo; Thiago (Onno (Arthur)), Rodrigo Silva, Joninha e Ademar (Giovani); Thales (Nathan), Coruja, Rodrigo Ferreira (Eduardo) e Caio; Guto e Naércio. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Associação dos Moradores de Canasvieiras
O áureo-cerúleo do Norte da Ilha jogou com: Ticum; William, Ademir, Maurício e Luan; Lúcio, Maykon, Edinho e Hemerson; Thiaguinho (Andrei) e Téo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Renato Erdmann apitou o duelo, auxiliado por Paulo César Martins e Adenilson Teófilo Cardoso. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A saudade de cobrir peleias do amador florianopolitano era grande. Tanto é que enfrentei o sacrilégio de pegar três ônibus para chegar à Barra da Lagoa, mais precisamente ao Estádio José Severino Vieira, sede do tradicionalíssimo Barrense – já conhecia essa cancha, acompanhando o saudoso Desprovidos de Fama em suas andanças, mas é a primeira vez que ela pinta aqui n’O Cancheiro.

Tanto tempo de espera foi devido à demora para atender às novas exigências da CBF para clubes não-profissionais, tais como cada atleta ter liberação médica. Esse também foi o grande empecilho para a não realização da Copa Interligas, deixando um semestre inteiro sem amador. Mesmo com a parceria com uma clínica para baratear os custos, diversos clubes acabaram desistindo do Municipal, dando fim à Terceirona.

Divisão, aliás, que o Barrense jogaria, depois de um improvável rebaixamento na Segundona do ano passado. Mesmo com toda a tradição – bi da Copa Floripa e com participação no Estadual Amador – o clube da Barra da Lagoa ficou em nono, dois pontos atrás do próprio Canasvieiras, campeão da Terceirona no ano anterior.

Juntos, novamente, na mesma divisão, Barrense e Canasvieiras caíram no Grupo A, ao lado de Garcia, Entre Amigos, Vila e Bandeirante. Do outro lado, encontram-se Jurerê, Vila Nova, Pântano do Sul, Flamengo, Floripa e Arsenal. A própria decisão de separar o certame em duas chaves teve o intuito de reduzir os gastos, criando um campeonato de tiro curtíssimo – os eliminados na primeira fase terão disputado apenas cinco jogos.

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Manoel de Paula Machado, o Dequinha, declarando aberta mais uma temporada do amador florianopolitano. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Depois do interminável cerimonial de abertura, comandado pelo presidente Dequinha, a bola enfim rolou. Barrense e Canasvieiras, entretanto, não conseguiram suprir as expectativas da torcida presente, que se dividia entre assistir uma peleia pouca inspirada dentro da cancha ou ver pela televisão o MEU REAL aplicar um sacode na MINHA JUVE.

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A galera lá do bar teve que dividir suas atenções entre o gramado da Barra e o Millennium Stadium. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O primeiro tempo foi resumido em uma grande chance para cada lado: Téo, em um chute forte, obrigou o goleiro Murilo a espalmar e ainda cair sobre os pés de Maykon para salvar o rebote e evitar o primeiro gol do Canas; pelos donos da casa, Naércio tabelou com Guto e saiu na cara de Ticum, mas o arqueiro também saiu bem e garantiu o placar zerado na primeira etapa.

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Naércio recebeu por trás da zaga, mas não alcançou. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O Mandzukic da Barra da Lagoa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Ao passo que Cristiano Ronaldo e sua trupe iam garantindo mais um caneco sem graça lá em Cardiff, Caio e companhia tentavam se achar dentro do campo do Barrense. Após um primeiro tempo ligeiramente abaixo do adversário, o time local promoveu três trocas no intervalo. Dudu, Nathan e Onno entraram nos lugares de Rodrigo Ferreira, Thales e do presidente Thiago de Souza, respectivamente.

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CR7 na Lagoa? Só se for na chuteira de Naércio, do Barrense. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Sempre que precisou, Ticum saiu para evitar o gol do Barrense. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Tais substituições não acabaram surtindo o efeito imediato esperado. Pelo contrário: com menos de cinco minutos, depois de tanto rondar a área, o Canasvieiras descolou uma falta dentro da meia-lua; Hemerson bateu mal, mas a pelota caprichosamente encontrou uma brecha na barreira e, desviada, foi morrer no fundo do barbante.

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A cobrança de Hemerson não foi das melhores. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Mas o que importa é que entrou e o camisa 10 correu para o abraço. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Com o placar adverso, restava ao Barrense se jogar ao ataque, já que, como citado antes, a Segundona tem tiro curto e cada ponto é importantíssimo. Foi assim que, no lance seguinte, após boa troca de passes, Guto recebeu na entrada da área, cortou para a canhota, mas bateu à direita da meta. Aos 20, em outra jogada bem trabalhada, Eduardo escorou um lançamento para Coruja chegar batendo de fora da área, por cima do gol.

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E, como não poderia deixar de ser, teve jogada à la Pepe também. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Mesmo com mais posse de bola, essas duas chances do Barrense foram basicamente as únicas para empatar. O time da Barra ainda colocou tudo a perder aos 36, em uma tremenda bisonhice protagonizada por sua defesa. O arqueiro Murilo recebeu uma bola recuada e foi tentar sair jogando, mas o atacante Téo, esperto, interceptou e só teve o trabalho de deslocar o goleiro para ampliar.

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O Canasvieiras quase ampliou em outra cobrança de falta, dessa vez dos pés de Thiaguinho. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Enquanto Caio incansavelmente chuveirava a bola na área, mas ninguém conseguia desviar – nas contas do meia-atacante, foram uns nove cruzamentos -, o time do Norte da Ilha fechava ainda mais a casinha, colocando o defensor Andrei no lugar do atacante Thiaguinho e passando a jogar com três zagueiros. A tática deu certo e, por mais que o Barrense pressionasse no final, o placar não se alterou.

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Três pontos para dar moral ao Canasvieiras. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Galeria da peleia (mais fotos na página d’O Cancheiro no Facebook)

Depois da derrota na estreia, o Barrense vai ao Sul da Ilha buscar a recuperação contra o Bandeirante – confronto, aliás, que marcou a estreia do blog em partidas amadoras, quando ambos se encontravam na primeira divisão. Em casa, no Norte, o Canasvieiras recebe o Garcia, em uma partida que coloca frente a frente os campeões das últimas três edições da finada Terceirona – Canas em 2015 e Garcia em 2014 e 2016.

Em meio a uma bela agenda de futebol profissional, seguiremos achando brechas para incluir o amador na pauta – não só o de Floripa, que recém começa, como também os de Blumenau e Pomerode, já em suas fases finais.

Abraço, mô quirido!

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