Em jogo de viradas, Campinense bate Garopaba e larga na frente pelo caneco do Municipal

Salve!

Está muito enganado quem pensa que O Cancheiro entrou de férias. Não deixei passar mais um final de semana em branco e fui a Garopaba. Apesar das belas praias serem o destino de muitos nessa época, o meu era o Campo D’Una, onde Campinense e Garopaba fariam a primeira partida da final do Municipal no estádio Batista Pereira Pacheco.

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Time do Campinense que começou jogando: Douglas Buia; Julinho, Roger, Vitor Cruz e Laion; Jakcson, David, Itauê e Felipe Oliveira; Carlinhos e Kleyffer. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Rafa; Bruno, Shayder, Nadinho e Welligton; Marquinhos, Juninho, Luciano e Éder; Gelinho e Rudinei. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Ao mesmo tempo da final de Garopaba, acontecia o primeiro jogo da decisão do Regional da LARM (liga amadora da região de Criciúma). O Garopaba, que não é bobo e se aproveitando do fato do Municipal não ser federado, fez um verdadeiro apanhado da LARM. Entre o elenco, havia jogadores do Cocal do Sul, do Caravaggio e do Metropolitano – esse último, finalista, foi responsável pela baixa de jogadores importantes para a equipe, como Lalo, Cleiton e o incansável Foguinho. Já o Campinense concentrou suas buscas por atletas na Grande Florianópolis e pegou praticamente todo o time e o treinador do Grêmio Cachoeira, campeão da capital.

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A Mancha Verde, como de costume, compareceu em bom número e não parou um só instante. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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A torcida visitante se fez presente no Campo D’Una. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Todos esses reforços tornam o campeonato de Garopaba muito diferente de um municipal como qualquer outro. O nível do futebol jogado na cidade é altíssimo. Além de amadores, há ex-profissionais de nome, como o eterno Dauri, que defendeu o Real Ferraz, e Luciano, que fez toda sua carreira no calcio e, dois anos após sair do Chievo Verona, defende o Garopaba. No elenco do Campinense ainda há profissionais na ativa, como Buia, Thiago Silvy e Cleyton – esse último que já iniciou os treinamentos no Brusque e não esteve presente na peleia em Garopaba.

Com os elencos recheados de boas peças e as duas melhores campanhas durante o certame, Campinense e Garopaba entraram em campo para aquela que já era considerada a melhor e mais esperada final dos últimos anos. Enquanto o Garopaba buscava o tri (foi campeão em 1991 e 97), o Campinense ia atrás de igualar seu maior rival, o Limeira, que já é penta.

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O zagueiro-artilheiro Vitor foi decisivo na semifinal que colocou o Campinense na decisão, contra o Vera Cruz. O Garopaba, por sua vez, chegou aqui após bater a Acadêmica. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Os primeiros minutos apresentaram um nível técnico muito bom. O Campinense começou mais ligado e fez valer o fator casa, junto do apoio da sua torcida, a Mancha Verde, que improvisou um caminhão como arquibancada. Aos 2, Kleyffer recebeu um lançamento longo e finalizou na parede externa da rede. Cinco minutos depois, o camisa 10 Felipe Oliveira chegou sozinho na linha de fundo e rolou para Kleyffer chegar chutando para o gol vazio.

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Buia foi um dos destaques do Campinense durante o torneio. Em 2015, o arqueiro defendeu o Porto na Segundona profissional de SC. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A vantagem dos mandantes durou apenas quatro minutos. Após cobrança de lateral na área, a bola sobrou para o experiente Luciano enfiar para Rudinei chegar batendo na saída de Douglas Buia. Com o placar igual, quem passou a dominar a partida foi o Garopaba. O gol da virada demorou menos de 10 minutos, após cruzamento da direita em que o matador Rudinei completou no contrapé de Buia.

A essa altura da partida, a defesa de verde batia cabeça. Mesmo com o entrosamento de Roger e Vitor Cruz, ambos do Grêmio Cachoeira, o Garopaba chegava com facilidade na área adversária. Logo após a virada, Rudinei escorou um tiro de meta e encontrou Éder sozinho, mas o camisa 10 não conseguiu completar o drible sobre Buia e desperdiçou a ótima oportunidade. Éder teria outra baita chance no final do primeiro tempo, após o tiki taka da equipe do Garopaba funcionar, mas chutou por cima. Mal sabia ele que esses erros fariam falta no final. Ainda antes do intervalo, Felipe Oliveira novamente foi à linha de fundo e cruzou no capricho para Kleyffer acertar um lindo voleio, obrigando Rafa a praticar um verdadeiro milagre.

Nem bem a bola rolou para segunda etapa e o Garopaba já pintava na cara de Buia novamente. Gelinho, que mesmo com calorão de Garopaba não derreteu, cruzou para Rudinei, livre, na pequena área. O centro-avante, após ter feito dois gols bem mais difíceis no primeiro tempo, enfiou o pé na bola e, inacreditavelmente, perdeu a chance de praticamente matar a partida.

Aliviado, o time do Campinense só voltou mesmo para a segunda etapa depois desse lance. E voltou bem melhor, parecia outro time. Com uma marcação individual e por pressão, o time do Campo D’Una anulou o bom meio-campo do Garopaba e, no embalo da Mancha Verde, dominou o segundo tempo. Felipe Oliveira e Jackson tentaram, mas o gol de empate saiu dos pés de Carlinhos aos 18, após ganhar da marcação e bater firme para as redes.

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No começo da segunda etapa, a torcida do Campinense foi para trás do gol e provocou uma certa confusão, fazendo a partida ficar parada por mais de 5 minutos. A briga teria sido com o técnico do próprio time, Djone. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O Garopaba, até então fazendo um péssimo segundo tempo, praticamente morreu após o empate. O forte calor talvez tenha pesado para o time do bairro Pinguirito. Fato é que a equipe dormiu em campo. Tanto é que quase cedeu a virada de forma bizarra: Rafa lançou com as mãos nas costas de um zagueiro do próprio time e a bola por pouco não sobrou para Fábio chutar para 0 gol vazio.

Quando a partida se encaminhava para um empate, Fábio invadiu a área e foi atropelado pelo desenfreado Nadinho. Pênalti para o Campinense e a chance para o zagueiro-artilheiro Vitor Cruz virar novamente o placar. Com um excelente aproveitamento em bolas paradas, tanto pelo Grêmio, quanto pelo Campinense, Vitor não cedeu à pressão e bateu firme, a meia-altura.

Faltando sete minutos para o fim, essa segunda virada foi definitiva. Sem forças para buscar mais um empate, o Garopaba agora aposta todas as suas fichas na partida de volta, em casa, onde precisa repetir a vitória da primeira fase sobre o Campinense para levar a decisão para os pênaltis. O penta do Verdão do Campo D’Una poderá vir com um simples empate. A grande decisão acontecerá no próximo domingo – dessa vez sem jogo da LARM no mesmo dia.

Falando no futebol da região de Criciúma, estarei na sua finalíssima, em Nova Veneza, onde o time da casa, o Metropolitano, joga por um empate contra o Araranguá para se sagrar campeão mais uma vez. Um ano após ter despertado esse interesse pelo futebol amador catarinense, depois de ter acompanhado a final com o Desprovidos de Fama, voltarei a uma decisão em Nova Veneza.

Galeria com fotos do primeiro jogo da final:

Continue acompanhando O Cancheiro que, no próximo sábado, teremos mais uma taça sendo alçada aos ares por aqui. Abraço!

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