Joinville empata com Figueirense e garante vantagem por vaga na final do sub-20

Salve!

Começaram, nesse sábado, as semifinais das categorias de base do Campeonato Catarinense. Como havia previsto no relato da última rodada da primeira fase, O Cancheiro também estaria presente nos jogos do mata-mata. Para tanto, desloquei-me até o CT do Cambirela, aqui na Grande Florianópolis, para acompanhar os juniores de Figueirense e Joinville se enfrentarem pela vaga na final. A primeira partida só ocorreu em Palhoça porque, na última rodada, o Coelho bateu o próprio Furacão e o ultrapassou na tabela, conseguindo a vantagem de jogar por dois empates e decidir em casa – supondo, é claro, que o JEC não tenha feito nenhuma besteira nos bastidores e, de fato, terá tal vantagem. Além da vitória do Joinville por 2 a 1 na última rodada, as duas equipes já haviam se enfrentado no primeiro turno, em Palhoça, com vitória do Figueira por 3 a 1.

Mais uma vez o Morro do Cambirela se fez presente na paisagem de uma partida d'O Cancheiro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Mais uma vez o Morro do Cambirela se fez presente na paisagem de uma partida d’O Cancheiro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Na preliminar da partida válida pelos juniores, os juvenis de Figueirense e Chapecoense ficaram no empate por 1 a 1 e deixaram a decisão da vaga para a final para o jogo de volta, em Chapecó. A minha ideia era cobrir as duas partidas dessa estupenda tarde ensolarada, porém fria, de sábado, mas problemas de logística fizeram com que eu chegasse no CT apenas minutos antes da partida do sub-20. Lá, torcedores e familiares de jogadores, de ambos os times, driblaram a friaca e se fizeram presentes em bom número, se acomodando em bancos e cadeiras de praia pela extensão da lateral.

Tão logo cheguei no baita CT do time continental de Florianópolis, conversei com um dos funcionários do clube, que, supostamente, teriam recebido informações da arbitragem de que era para manter os portões trancados, impossibilitando meu acesso ao campo de jogo. Chateado com a situação, já cogitava voltar para a Ilha e cobrir ao menos a segunda etapa do primeiro jogo da final do Campeonato Municipal. Eis que, após uns 10 minutos de bola rolando, surge o Mário, diretor do Joinville, me convidando para adentrar ao gramado, depois de ter conversado com o delegado da partida, que havia liberado minha entrada sem maiores problemas. Detalhe: por um portão que estava qualquer coisa, menos trancado. Não sei se foi má vontade ou má fé do clube da casa, só sei que está na hora de alguns times catarinenses se colocarem no seu devido lugar e pararem de dificultar a vida de quem faz a cobertura por gosto, não por dinheiro – até porque a imprensa, dita credenciada, sequer fez questão de estar presente na partida.

Já com a bola rolando, entrei no gramado e me posicionei na lateral do campo de ataque do Joinville. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Já com a bola rolando, entrei no gramado e me posicionei na lateral do campo de ataque do Joinville. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Pois bem, já dentro do campo – e, novamente, sem a foto posada dos times -, me posicionei ao lado do ataque do Joinville. De lá, acompanhei um primeiro tempo se desenrolar em sua maior parte no meio da cancha ou no campo de ataque do Figueirense. Enquanto o time do Estreito dominava as ações, mantendo a posse de bola, o JEC efetuava uma eficiente marcação, evitando infiltrações do adversário na área. Com a pelota sob domínio, o Tricolor explorava contra-ataques com velocidade, em especial pelo lado direito. Em uma dessas chegadas, o goleiro Alisson se atrapalhou e quase cedeu o gol para o ponta-direita Adriano. Logo depois, o próprio camisa 9 avançou sozinho e cruzou rasteiro, mas a zaga do Figueira afastou.

As melhores chances se sucederam pelo lado direito do ataque jequeano, com Adriano. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
As melhores chances se sucederam pelo lado direito do ataque jequeano, com Adriano. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

E o caminho do paraíso parecia mesmo ser o lado esquerdo da zaga do Figueirense. Com meia-hora de bola rolando, Adriano, mais uma vez, avançou sozinho, tocou no meio e correu para receber na área. Em uma falha grotesca da zaga, ele apareceu sozinho, atrás do marcador e em condições, e deu um genial toque de calcanhar para Zé Artur, também solito na frente do goleiro, completar para as redes.

Momento do passe de calcanhar de prima de Adriano... (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Momento do passe de calcanhar de prima de Adriano… (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
...para Zé Arthur abrir o placar da peleia. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
…para Zé Arthur abrir o placar da peleia. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
O placar parcial concedia ao JEC uma baita vantagem. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
O placar parcial concedia ao JEC uma baita vantagem. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O 1 a 0 concedia ao JEC uma imensa vantagem, já que dois resultados iguais classificam o time de melhor campanha na fase de pontos corridos. Sabendo disso, o Figueira tratou de se jogar mais ainda ao ataque. O problema é que o domínio do clube da casa não rendia absolutamente nada, já que a equipe pecava no último passe ou na hora de finalizar a jogada. Ainda antes do intervalo, o técnico Márcio Coelho sacou Jatobá e colocou João Pedro, pedindo mais mobilidade, visto que o “time estava morto em campo”.

Figueirense tocava bem a bola, mas pecava na hora de decidir. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Figueirense tocava bem a bola, mas pecava na hora de decidir. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A pressão continuou e rendeu, depois dos 40, duas boas chances: na primeira, a bola sobrou para Elton chutar colocado, da entrada de área, e tirar tinta da trave; no lance seguinte, o Figueira recuperou a bola e Rafael Carrilho invadiu a área, fazendo fila, mas o chute saiu mascado, facilitando a vida da zaga. Logo após, o JEC voltou a explorar os contra-ataques, dessa vez pela esquerda, onde Bruno Kairon avançou e cruzou rasteiro para Jonathan vir de trás e carimbar o travessão.

Coelho continuou explorando os contra-ataques e quase chegou ao segundo gol no final da primeira etapa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Coelho continuou explorando os contra-ataques e quase chegou ao segundo gol no final da primeira etapa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

No intervalo, recordei alguns lances da partida com uma das únicas torcedores do Joinville naquela tarde, a sempre presente Amanda. Segundo ela, o Coelho deveria jogar de forma ofensiva e buscar mais gols, para acabar de vez com as chances do Figueirense. Pena que o futebol não é tão inocente assim e o JEC não se jogou em busca de ampliar o placar, preferindo continuar com a postura bem armada defensivamente e buscando os contra-ataques. O grande problema é que, dessa vez, o Figueirense entrou mais ligado e determinado a buscar o empate. Tanto é que, aos 11, em uma cobrança de falta ensaiada, a bola chegou na pequena área para o volante Kauê Patrick, praticamente sem ângulo, bater rasteiro e cruzado, vencendo o goleiro Matheus Albino e colocando números iguais no placar. Vale ressaltar que a cobrança da falta foi um tanto quanto confusa, visto que o Figueirense bateu ela rapidamente e, logo após, o árbitro apitou, causando uma incerteza na zaga do Joinville.

Gol do time do Estreito saiu pela ponta-esquerda, em uma finalização quase sem ângulo de Kauê Patrick. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Gol do time do Estreito saiu pela ponta-esquerda, em uma finalização quase sem ângulo de Kauê Patrick. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Bonito dia de sol aos pés do Cambirela. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Bonito dia de sol aos pés do Cambirela. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Com o placar igual, o jogo passou a ficar equilibrado, com a maior parte de suas ações ocorrendo no meio da cancha. Assim como o lado esquerdo da defesa do Figueira dava liberdade para o Coelho no primeiro tempo, dessa vez o lado explorado foi o direito, com avanços do bom lateral-esquerdo Brenner. Logo depois do gol, ele pedalou, foi pra cima da marcação, mas cruzou nas mãos do goleiro. Pouco depois, outro cruzamento dele quase encontrou dois atacantes do JEC livres dentro da área. Além de atuar bem no ataque, Brenner fez um excelente papel defensivo ao cortar um chute em cima da linha, evitando a virada dos mandantes.

O lateral Brenner foi um dos destaques da segunda etapa. Aqui ele pedala e parte pra cima do marcador. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
O lateral Brenner foi um dos destaques da segunda etapa. Aqui ele pedala e parte pra cima do marcador. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Com poucas chances para cada lado, o jogo se desenrolou até os acrésimos, quando, no último lance, Adriano cruzou e o zagueiro Pereira, em uma estabanada tentativa de cortar, quase mandou contra seus próprios domínios. Na cobrança de escanteio, a bola foi diretamente para fora e o juiz apitou o final da partida.

E ficou nisso. Times pelearam, mas não saíram do empate. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
E ficou nisso. Times pelearam, mas não saíram do empate. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Como citado anteriormente, o empate é vantajoso para o Joinville, já que o time do norte catarinense joga por dois empates – torçamos para que não haja alguma confusão como a que ocorreu na final do Catarinense profissional, quando Joinville e Figueirense também empataram a primeira partida e o resto dessa palhaçada todos nós conhecemos. O jogo decisivo ocorre no próximo sábado, no CT Morro do Meio, no mesmo horário em que Avaí e Chapecoense também fazem o jogo de volta da outra semifinal, com cobertura d’O Cancheiro – a primeira partida ocorrerá terça-feira, em Chapecó.

Mais fotos da partida da gurizada:

Por ora, ficamos por aqui. Mas fiquem ligados que já nesse domingão teremos novidades!

Abraço!

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