Brusque vence o Marcílio Dias fora de casa e se aproxima de vaga nas semifinais na Copa Santa Catarina

Buenas!

Um confronto de seis pontos praticamente decidiria os rumos do Grupo B da Copa Santa Catarina. Em Itajaí, no relvado sintético do Camilo Mussi, o terceiro colocado Marcílio Dias recebeu o ponteiro Brusque com a chance de ouro de sacar o rival da liderança e, de quebra, entrar na zona de classificação às semis.

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Carlos Alberto de Souza Melo, o Teco, escalou o Marinheiro assim: Luís Carlos; Bruno Santos, Rogélio, Igor Brondani e Léo Rigo; Jonathas (Dandan), Arthur Feitoza e Juninho Tardelli; Anderson Ligeiro (Sabiá), Wilson Júnior (Andrei Alba) e Schwenck. (Foto: Comunicação/CN Marcílio Dias)
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Luís Roberto Magalhães, o Pingo, mandou o Quadricolor a campo com: Dida; Edilson (Carlos Alberto), Ianson, Cleyton e Aírton; Mineiro (Ruan), Zé Mateus e Anderson Safira (Eurico); Tiago Pará, Jefferson Renan e Hélio Paraíba. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Diego da Costa Cidral comandou o clássico, auxiliado por Antônio Lourival de Luz e Diogo Berndt. Richard Sagaz foi o quarto árbitro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O encontro foi realizado na cancha do Almirante Barroso devido às obras no Estádio Dr. Hercílio Luz, tradicional casa do Marcílio, que passa por uma troca de gramado. Por lá, tal qual no Camilo Mussi, as relvas naturais serão substituídas pelo tapete emborrachado sintético – a diretoria marcilista, entretanto, promete um campo com qualidade superior ao do vizinho. A mudança visa o Catarinense, que o Rubro-Anil voltará a disputar após quatro anos.

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A torcida marcilista deu um colorido rubroanil às arquibancadas alviverdes do Barroso. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Também visando o Estadual, Brusque e Marcílio Dias montaram bons elencos-base para a disputa da Copa Santa Catarina. O Quadricolor, em especial, entrou com o objetivo claro de levar o caneco e se classificar à Copa do Brasil pelo terceiro ano consecutivo. Ano passado, o Marreco assegurou a vaga pelo Estadual – após a classificação da Chapecoense para a Libertadores – e ficou com o vice da Copinha, perdendo a final para o Tubarão.

O Tricolor Tubaronense, aliás, é a grande pedra no sapato brusquense nos últimos anos. Das sete rodadas disputadas dessa Copa Santa Catarina, o Brusque venceu cinco. Só não conseguiu derrotar justamente o Tubarão, perdendo no Sul e ficando no empate em São João Batista. Os dois times são seguidos de perto pelo Marcílio Dias, que vem de quatro jogos de invencibilidade – a última derrota foi para o próprio Brusque, no Augusto Bauer.

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Mais uma vez Pingo vem fazendo um bom trabalho a frente do Brusque. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Se o Marcílio precisava do resultado para seguir na briga, o Brusque entrou em campo disposto a praticamente garantir sua vaga. Logo no primeiro lance, Tiago Pará abusou da velocidade, escapou pela esquerda e cruzou na medida para Hélio Paraíba chegar batendo, mas a pelota explodiu no travessão – o arco seguiu balançando por alguns segundos, tamanha a potência do arremate.

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O Brusque foi para cima e, numa bola vinda lá da esquerda, quase abriu o placar. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O Marcílio Dias tratou de equilibrar a disputa no meio da cancha, se valendo principalmente da força. Com divididas mais ríspidas por todo o campo, Diego da Costa Cidral foi distribuindo cartões amarelos, até que, aos 25, decidiu impor ordem na casinha e expulsou diretamente um de cada lado: Tiago Pará, pelo Quadricolor, e Bruno Santos, do Marinheiro.

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Jefferson Renan mais uma vez foi o destaque brusquense, fazendo um rebuliço na defesa marcilista. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Sem uma das suas principais peças do meio para a frente, o Brusque perdeu um pouco do fôlego ofensivo. O Cílio aproveitou e foi para cima, mas sempre pecando na definição das jogadas. Para a segunda etapa, os locais entraram mais decididos a finalizar em direção à meta de Dida e levaram perigo por duas vezes seguidas, ainda antes dos cinco minutos.

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Sem a presença da organizada, somente uma dezena de torcedores brusquenses trocaram a praia pela cancha na cidade vizinha. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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A frustrada tentativa de acertar um passe de calcanhar de Hélio Paraíba. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Bem aberto e com oportunidades para os dois lados, o jogo seguiu lá e cá. Até que aos 18, enfim a rede foi balançada. Jefferson Renan, o principal nome brusquense no duelo, engatou a quinta pela esquerda, chegou à linha de fundo, invadiu a área e rolou na medida para Anderson Safira, que pegou fraco e o goleiro salvou; no rebote, Mineiro aproveitou a sobra e bateu rasteiro, sem chances para um novo milagre de Luís Carlos.

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Mineiro chegou de trás como um tanque para afundar a pelota nas redes. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Com passagem pelo Marcílio Dias, o volante comemorou de forma tímida. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Após o tento, Pingo tratou de equilibrar e reforçar a meia-cancha, além de fechar os espaços. O Marcílio Dias continuou pressionando, mas, com campo para contra-atacar, foi o Brusque que seguiu tendo as melhores chances. A melhor de todas saiu após Jefferson Renan receber bola enfiada de Zé Mateus e, assim como na jogada do gol, invadir a área sem que ninguém o conseguisse parar; dessa vez, o atacante brusquense não tocou e tentou resolver sozinho, mesmo sem ângulo, facilitando a vida de Luís Carlos e levando seus companheiros ao desespero, em especial Hélio Paraíba, que pedia livre.

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Jefferson Renan não perde uma pela lado esquerdo. Faltou tocar a bola para ampliar a vantagem. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O lance lembrou o confronto contra o Tubarão, quando o mesmo Jefferson Renan desperdiçou uma boa chance de ampliar e, logo depois, viu o adversário empatar. No Camilo Mussi, entretanto, o Marcílio Dias não teve tempo nem qualidade suficientes para conseguir o gol e acabou assistindo o rival fazer a festa.

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Hélio Paraíba segurando a bola literalmente no escanteio. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A comemoração brusquense se deve aos cinco pontos de vantagem que o Quadricolor abriu sobre o Rubro-Anil, primeira equipe fora da zona de classificação. Faltando duas rodadas pela frente, é quase impossível que o Brusque perca a vaga nas semifinais. Ao Marcílio Dias, por sua vez, resta secar o Tubarão, que ainda enfrenta o Internacional de Lages, em casa, no domingo.

Mais fotos do clássico

Buscando agora garantir a ponta, o Marreco tem pela frente Operário de Mafra, em São João Batista, e Almirante Barroso, no mesmo Camilo Mussi. Já o Marinheiro vai buscar seu milagre em dois duelos fora de casa, contra o Inter, na próxima rodada, e no duelo direto contra o Tubarão, na última – isso, claro, se chegar com chances até lá.

Enquanto isso, O Cancheio segue suas andanças por solo barriga-verde, com muito mais futebol amador, profissional e de base em vista. Até a próxima peleja!

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