Brusque e Blumenau voltam a empatar em jogo-treino preparatório para as séries D do Brasileiro e C do Catarinense

Salve!

Aos poucos o futebol profissional vai regressando às paginas d’O Cancheiro. A partir da semana que vem, a pelota empeza a rolar pelas divisões inferiores de Santa Catarina com o pontapé inicial da Série C. A nível nacional, também no próximo final de semana, começa a genial Série D. Brusque e Blumenau, dois representantes do Vale do Itajaí – um de cada divisão citada -, entraram em campo em plena manhã de Dia das Mães para um jogo-treino.

Brusque Futebol Clube
O Brusque começou com Dida; Pará, Neguete, Lucas Costa e Baianinho; Carlos Alberto, Eurico, Max e Luizinho; Matheus Paraná e Careca. O time que terminou o jogo-treino foi quase todo diferente: Dida; Ronaell, Eduardo Bassoli, Alex Moraes e Baianinho; Carlos Magno, Eduardo, Wagner Libano e Artur; Thiago e Vicente. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Blumenau Esporte Clube
O Blumenau também começou e terminou com equipes distintas: Bruno; Julinho, Fugão, Alex e Evandro; Igor, Andrei, Oliveira e Robson; Lucas Vaz e Lucas Souza. No segundo tempo, o time ficou assim: Michel; Baiano, Nathan, Jefersson e Evandro; Ygor, Maurílio, Rosseti e Robson; Juninho e João Carlos. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O embate aconteceu no Centro de Treinamentos Rolf Erbe, do clube brusquense. Quatro dias antes, no mesmo local, as duas esquadras já haviam se enfrentado, mas, com os elencos ainda se conhecendo, não saíram do zero. O Brusque, por exemplo, lembra vagamente aquele belo time que terminou o Catarinense na quarta posição e fez frente ao Corinthians – apenas Dida, Baianinho, Carlos Alberto, Neguete e João Carlos, machucado, permaneceram.

Apesar de estarem em níveis bem distintos, não faz muito tempo que Brusque e Blumenau ficaram frente a frente de forma oficial. Foi naquela saudosa Série B de 2015. Mesmo tendo sido campeão com uma excelente campanha, o Quadricolor foi o único time a entrar em campo contra o BEC e não conseguir goleá-lo. Três rodadas e 25 gols sofridos depois – tendo marcado apenas um, na derrota por 8×1 para o Hercílio -, o Tricolor da Alameda acabou desistindo da competição.

Enquanto o Brusque ia mandando bem na elite do Catarinense e em competições nacionais, o Blumenau ia se reestruturando para, mais uma vez, começar do zero e tentar reeditar sua rica história (não vamos entrar em questões de CNPJ, esse é o tradicional BEC e ponto). O Velho Deba, demolido em 2007, e o Monumental do Sesi, estádio usado atualmente, já viram grandes elencos tricolores, como o que foi vice catarinense em 1988 e o que enfrentou o Flamengo no ano seguinte.

Voltando à realidade atual, o BEC montou um bom time para a disputa da Série C. Aliando força física e velocidade, a equipe conseguiu bater de frente com o Brusque no primeiro jogo-treino. Na manhã do domingo de Dia das Mães, não foi diferente. A principal vantagem do elenco blumanauense é o fato de estarem treinando e jogando juntos há mais de um mês, enquanto a maioria dos jogadores brusquenses só chegaram essa semana – ou ainda estão por chegar.

Uma das principais armas do Brusque desde a B do Catarinense era a chegada de Carlos Alberto ao ataque. Foi assim que, após jogada de Baianinho, o polivalente volante ultrapassou a marcação com velocidade e chutou, mas o arremate saiu um pouco alto e se perdeu na linha de fundo. Logo na sequência, também pela direita, Matheus Paraná avançou e cruzou para Luizinho, que, apesar da baixa estatura, conseguiu cabecear no cantinho, raspando a trave.

Enquanto o Brusque tentava, ainda de forma tímida, empregar o estilo do técnico Pingo (marcação alta e toque de bola), o Blumenau até conseguia manter a igualidade na posse de bola, mas falhava na hora da transição para o ataque. Soberano na meia-cancha, o Brusque abriu o placar após uma bola enfiada do meia Max para Careca, que bateu na saída de Bruno.

Como previsto, o Quadricolor foi mudando completamente suas peças nos primeiros minutos do segundo tempo. Mesclando vários atletas da base com outros mais experientes, como os meias Wagner Libano e Carlos Magno, o Brusque acabou perdendo força e dando cancha para o BEC, também modificado, equilibrar as ações ofensivas.

Juninho tentou duas vezes para os visitantes, mas parou em Dida. Na primeira, o atacante blumenauense recebeu belo passe de Evandro e saiu na cara do arqueiro ex-Metropolitano, que fechou bem o ângulo e evitou o gol. Logo depois, ele venceu a marcação, abriu e bateu forte no chão, para mais uma bela defesa. Dida, porém, quase acabou deixando passar num chute de longe, que ganhou força e trajetória anormais, por causa da ventania que soprava no Vale, e bateu na trave.

Do lado brusquense, a melhor finalização saiu dos pés de Carlos Magno, num chute colocado; a bola ia encontrando o ângulo, mas o arqueiro Michel, bem posicionado, pegou. Quando a partida se encaminhava para o seu final e o triunfo quadricolor parecia certo, Baiano fez boa jogada e foi parado com falta, dentro da área; pênalti claro, bem batido por Evandro.

Confira algumas imagens do jogo-treino (a galeria completa está na página d’O Cancheiro no Facebook)

São as poucas conclusões que se pode tirar de um embate como esse. Principalmente pelo lado brusquense, onde ainda há zero entrosamento. Fato é que, para a Série D, o time conta com uma excelente e experiente meia-cancha: Carlos Alberto, Eurico, Max, Carlos Magno e Wagner Libano. Faltam, porém, mais alguns reforços para qualificar e fechar o conjunto que brigará pelo acesso.

Pelo lado do BEC, o futebol apresentado contra o Bruscão é mais do que suficiente para sobrar na Série C do Catarinense, ainda mais se o fraquíssimo nível técnico dos últimos anos se repetir. Mas é aquele negócio: treino é treino e jogo é jogo, logo jogo-treino é jogo-treino.

As estreias de ambas equipes acontecem no próximo domingo, dia 21, longe do Vale do Itajaí. Em Caçador, a 300 quilômetros de Blumenau, o Tricolor começa sua caminhada contra a Caçadorense. O Quadricolor, por sua vez, viajará 50 quilômetros a mais, rumo a Ponta Grossa, onde pega o Operário.

As duas charmosíssimas competições terão, obviamente, um lugar especial por aqui a partir do próximo final de semana.

Até a próxima – dessa vez, às ganha!

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