Vera Cruz vence o Floresta na abertura da Copa Pomerode em clássico marcado por viradas e show de Bruninho

Dale!

Findada uma pré-temporada nem tanto produtiva, 2017 finalmente começa de forma oficial aqui no blog. Ao passo que a pelota já rola pelos gramados profissionais Brasil adentro, aos poucos as competições amadoras e semi-profissionais também vão retornando, acirrando as rivalidades locais e matando a saudade de quem curte o esporte bretão na sua essência.

Para começar a lida, rumei ao Vale do Itajaí com o objetivo de acompanhar uma rodada dupla do tradicionalíssimo Regional da Liga Pomerodense de Desportos, hoje batizado simplesmente de Copa Pomerode. No sábado, Floresta e Vera Cruz fizeram aquele que é considerado o maior clássico de Pomerode, no Estádio Hermann Weege, abrindo de forma oficial o certame.

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O atual campeão Floresta, do treinador Djone Kammers, foi a campo com Elton; Leandro (Japinha), Maranhão, Fábio Fidélis e Xitão (Neguinho); Serginho, David e Vanderson; Milson, Kleyffer e Lima. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O Vera Cruz, do maestro Egídio Beckhauser, foi escalado com Éder; Nandinho, Chico, Elias (Clayton) e Pelé; Felipe, Rafael, Catão e Bruninho; Secco e Anderson (Adriano). (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Trio de arbitragem composto por Washington Lemos, Martinho dos Santos e Adriano Anacleto. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Depois de uma longa e interminável seca de 13 anos sem copar o Regional, o Floresta tirou todo esse peso de si ao ser campeão da primeira edição da Copa Pomerode, em 2016 – O Cancheiro conferiu de perto a quebra desse tabu. Nas semifinais, inclusive, o Verdão deixou o rival Vera Cruz para trás em duas partidas repletas de emoção e decididas apenas nos 30 minutos de prorrogação.

Para 2017, o Floresta segue com a base local e, dos sete jogadores de fora de Pomerode previstos no regulamento, quatro seguiram na equipe: Elton, Fábio Fidélis, Vanderson e David – esses últimos três da Grande Florianópolis. Para fechar o bonde da capital e ocupando a vaga deixada por Carlinhos, o técnico Djone Kammers trouxe o atacante Kleyffer. O meia Serginho Catarinense e o matador Lima, ambos de Joinville, ainda completam o elenco, esbanjando experiência e qualidade.

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Lima foi a grande surpresa do Verdão para a Copa Pomerode. O ídolo do Joinville defenderá o terceiro time amador diferente desde que deixou o profissional. Ano passado, o atacante vestiu as cores do América na Liga Joinvilense e do Rui Barbosa no Estadual Não-Profissional. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Mesmo com todos esses nomes, seria outro jogador de fora de Pomerode que mudaria os rumos do clássico. O meia-atacante Bruninho, de Blumenau e com passagem recente pelo Metropolitano, chegou a acertar com o Floresta para o certame, mas se desentendeu com a diretoria do Verdão e voltou para o clube que havia defendido no ano passado, justamente o rival Vera Cruz.

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Mesmo com a previsão de um temporal sobre o Vale do Itajaí e a concorrência com o Stammtisch, uma tradicional festa popular alemã, a torcida de ambos os times compareceu em bom número ao Hermann Weege. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

E o camisa 10 parecia ressentido com a equipe local. Buscando o jogo na meia-cancha e ajudando na marcação, Bruninho parecia se multiplicar no campo do Floresta. Em sua primeira oportunidade, ele cavou uma falta pela esquerda e, na cobrança, mandou direto para o gol; a bola quicou na pequena área e surpreendeu o goleiro Elton, tirando o zero do placar logo aos 5 minutos.

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Foi daí que saiu o primeiro gol da Copa Pomerode, com apenas cinco minutos de bola rolando. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Três minutos depois, porém, Leandro lançou para Lima dar uma casquinha na bola e fazer ela chegar em Milson. O jovem atacante teve frieza de dominar na frente de Éder e fuzilar com a canhota. A rápida reação dos mandantes não parou por aí. Dois minutos depois, Serginho colocou a bola na cabeça de Kleyffer, que desviou para o gol, mas a arbitragem assinalou impedimento.

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Milson, artilheiro da Copa Pomerode 2016, precisou de menos de 10 minutos para deixar o seu na atual edição. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O jogo seguiu aberto e com chances para os dois lados. Com fome de gol, Bruninho arriscou duas vezes de fora da área e, após roubar a bola no meio da cancha, apareceu para finalizar no canto, obrigando o goleiro Elton a realizar uma baita defesa. Tudo isso antes da primeira metade da etapa inicial. Pouco depois, foi a vez de Anderson ter sua chance, em um cruzamento, mas ele foi segurado e impedido de pular pelo zagueiro Maranhão – o lance foi tão acintoso que uma ambulância teve que ser chamada para atender o centroavante, que deixou o campo com o ombro deslocado.

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Bruninho quase fez seu segundo, mas parou em Elton. O duelo entre os parceiros de Atlético Itoupava prosseguiu até o final do jogo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Anderson ficou caído na grande área e o árbitro Washington Lemos sequer se sensibilizou, mandando o jogo prosseguir. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Depois de cerca de 20 minutos de uma decaída técnica e um jogo muito pegado, Milson voltou a empregar qualidade na partida. O artilheiro da Copa Pomerode do ano passado recebeu pela direita, ganhou na velocidade de Pelé e cruzou rasteiro para Kleyffer completar para as redes. O tento da virada aconteceu nos acréscimos, mas ainda teve tempo de Maranhão perder um gol feito, na frente de Éder, após outra bela cobrança de falta de Serginho.

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Kleyffer, o autor do segundo gol, é um dos jogadores de confiança que o técnico Djone Kammers trouxe da Grande Florianópolis. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Lima teve uma atuação um pouco apagada na primeira etapa. Sua maior “obra” foi rasgar a camisa de Rafael e deixar o peitoral do meia à mostra. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O sangue nos olhos dos jogadores na primeira etapa contagiou também as comissões técnicas, que protagonizaram uma confusão no intervalo, a caminho dos vestiários. Dentro das quatro linhas, quem voltou com tudo novamente foi o Vera Cruz. No primeiro lance de ataque, Secco driblou Elton e foi derrubado – dessa vez Washington Lemos não ignorou mais uma penalidade clara. Bruninho foi para a cobrança e não desperdiçou.

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Bruninho comemorando mais um tento do Vera Cruz. Imagem que ainda viria a se repetir no jogo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Assim como os primeiros 45 minutos, o segundo tempo seguiu frenético. O Floresta, com mais bola no chão, tentou responder em chute de Serginho, mas ela subiu. Do outro lado, o Vera Cruz se valeu da velocidade para contra-atacar e fazer a bola chegar mais uma vez em Bruninho; da entrada da área, ele dominou já preparando para chutar à meia altura, no canto. Para piorar a situação do mandante, David levou o segundo amarelo logo após o gol.

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David, do Floresta, foi para o chuveiro mais cedo, complicando a vida do time da casa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Com um a mais, o Vera Cruz deu início a um bombardeio para ampliar. Bruninho, com o pé na forma, não se contentou em fazer de pênalti, de falta e com bola rolando e foi além, arriscando de escanteio, mas a bola raspou o travessão. No rebote, Elton ainda salvou um chute de Adriano. Pouco depois, Secco arriscou de fora da área e mandou no pé da trave. Novamente, a pelota se ofereceu para Adriano, dessa vez, guardar, mas em posição de impedimento. O atacante teve uma terceira chance de liquidar, mas mandou a bola lá na avenida defronte ao estádio.

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Secco também teve uma bela atuação no ataque do Vera Cruz. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Depois do quase gol olímpico, Bruninho surpreendeu mais uma vez em cobrança de escanteio. Após dar um toque curto na bola e deixar o companheiro encostar, o imparável camisa 10 saiu driblando desde a ponta até a entrada da área, rasgando a defesa do Floresta, e bateu da entrada da área no cantinho; Elton, seu companheiro de Atlético Itoupava, se esticou e salvou, com a ponta dos dedos, o que seria uma pintura.

Nos últimos minutos, o Floresta voltou a reequilibrar a partida e ensaiou uma pressão nos cinco de acréscimos. Em lance muito semelhante ao que lesionou Anderson, Lima sofreu uma carga por trás e caiu. Washington Lemos ao menos manteve a coerência e não marcou a penalidade. No último lance, Kleyffer fez fila e, sem ângulo, mandou para o gol; Éder defendeu no reflexo e quase mandou contra a própria meta, mas a pelota beijou o travessão e voltou para os braços do arqueiro.

 

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A vitória no clássico rendeu um troféu para o Vera Cruz já na primeira rodada. A taça recebeu o nome de um deputado da região, suspeito de uma pá de falcatruas. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Com direito à taça e vitória sobre o maior rival, o Vera Cruz começa a trilhar sua caminhada pela Copa Pomerode com moral. A esquadra do Testo Central volta a campo, sob seus domínios, contra o estreante Amazonas, de Timbó. Já no Testo Alto, o Floresta busca sua primeira vitória contra o Água Verde, também derrotado na primeira rodada, para o Atlético Pomerodense. Confira a tabela completa.

Flamengo e Vitória completaram a rodada de estreia, em Rio dos Cedros, e O Cancheiro esteve lá – confira logo mais aqui no blog.

Hasta luego!

 

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