Xanxerê segura a pressão, elimina o anfitrião Rui Barbosa nos pênaltis e está na final do Estadual

Dale!

Para dar prosseguimento à cobertura do Estadual de Amadores, O Cancheiro novamente tomou o rumo da sede da SER Rui Barbosa. Foi a vez da estreia dos anfitriões da chave de Morro da Fumaça na competição. O adversário fora conhecido ontem: o Xanxerê, após ter deixado o Atlético Pomerodense para trás na preliminar.

Sociedade Esportiva Recreativa Rui Barbosa (Morro da Fumaça)
Luiz Gonzaga Milioli, com história pelo profissional de Santa Catarina, mandou o Rui a campo com Fabiano; Shayder, Rodrigão, Toninho e Fá (Gustavo Lalau); Helron Serrano (Renan), Jean Coral, Everton Boff (Maikon Borges) e Guti (Papagaio); André (Romennig) e Lima. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Xanxerê Futebol Clube
O Xanxerê, do técnico Sérgio Gasparini, o Lau, foi a campo com Índio; Grilo, Alexandre, Guga e Valmir; Basílio, Edson Negão, Edivaldo e Jair Mueller (Marquinhos); Fumaça (Marquinhos) e Renato (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Trio composto por Edmundo Alves do Nascimento, Samiro Júnior Schmitt e Luis Gustavo Ferreira de Souza. William Martins Custódio. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Depois de contar com toda receptividade do povo fumacense e, em especial, da diretoria do Rui, finalmente a equipe local faria sua estreia no blog – e, consequentemente, no Estadual. Nesse ano, o Rui reingressou na Liga Atlética da Região Mineira, a LARM, e largou na Segundona. Por lá, acabou sendo eliminado para o Inter, de Criciúma, nos pênaltis. Mas pera aí, o Rui Barbosa caiu de para-quedas no Estadual? Mais ou menos isso, já que abocanhou a vaga por ter conquistado o título do Sul-Brasileiro do ano passado, no Paraná.

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Aquele carteado antes do jogo, para entrar com o espírito competitivo aflorado. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O insucesso do Rui na LARM ligou o sinal de alerta no clube. Para o Estadual, era preciso reforçar o time. Para tanto, o clube de Morro da Fumaça foi ao mercado e trouxe praticamente uma equipe inteira diferente. Boa parte do elenco que foi campeã no Paraná retornou para tentar levar a equipe à competição nacional novamente. Entre as novidades, destaque para o centroavante Lima, ídolo em Joinville e não muito querido pelo povo da região de Criciúma.

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Rodrigão pendurou as chuteiras no final do ano passado, mas segue atuando profissionalmente como diretor do Bruscão. Ainda assim, voltou para defender as cores do Rui no Estadual. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Em relação à estreia, naturalmente a equipe do Oeste apresentava um certo desgaste. Jair Mueller, um dos destaques, jogou o segundo tempo da partida do dia anterior no sacrifício. Ainda assim, os onze iniciais se repetiram na semi. O Xanxerê entrou disposto a levar o tetra para a cidade, campeã outras três vezes com o Olaria, e rechaçar qualquer favoritismo do time da casa.

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Marcação pesada de Alexandre sobre Lima. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Ao contrário da partida de sábado, a pelota foi bem melhor tratada pelos atletas na semifinal. O jogo, em si, também foi mais emocionante. Logo no comecinho, Fabiano deu um susto na torcida local, ao chutar a bola sobre Fumaça – que, apesar do nome, não gerou a mínima simpatia nos torcedores locais – e quase sofrer o gol de cobertura. Ainda antes dos 10, foi a vez de Índio sair mal do gol e quase entregar para o matador Lima.

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Fabiano sai para interceptar um lançamento que buscava Fumaça. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Lima, aliás, só teve liberdade para arriscar para o gol aos 30, quando aproveitou uma sobra de cruzamento, se livrou da marcação de Guga e bateu de canhota; Índio, tranquilo, encaixou. Em cobrança de falta, Fá também arriscou de esquerda, a bola quicou na frente do arqueiro xanxerense e quase o encobriu.

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Fumaça, sob os olhares de uma atenta torcida, não dava sossego para a defesa do Rui. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Do outro lado, Fumaça seguia fazendo um rebuliço da defesa do Rui. A experiente zaga do Rui não conseguia acompanhar o ataque xanxerense. Aos 40, após a bola passar por Renato, Grilo acreditou, invadiu a área e bateu na saída de Fabiano. O apagão fumacense persistiu e o Xanxerê soube aproveitá-lo. No lance seguinte, Fumaça recebeu lançamento, Rodrigão e Toninho deixaram um para o outro e só acompanharam o atacante ampliar o placar.

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Grilo largou a lateral e foi dar uma de matador lá na frente. Deu certo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Como bem comentou Felipão Karpes, da Rádio Horizonte, de Capão da Canoa, o Rui necessitava fazer um golzinho logo no começo para botar fogo na partida. E foi o que aconteceu. Jean Coral, um dos tantos ex-Criciúma em campo, recebeu pela direita e fuzilou a meta de Índio. Logo depois, ainda na pressão, Romennig foi à linha de fundo, Índio espalmou e por pouco Lima não aproveitou o rebote.

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Jean Coral, ex-Criciúma, Botafogo, Juventude e Figueirense, diminuiu. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Já demonstrando os primeiros sinais de cansaço, o time do Xanxerê aos poucos foi dando cancha para o Rui buscar o empate. Aliado a isso, a qualidade técnica do time da casa foi demonstrada aos 17: Shayder fez jogada individual pela direita, cruzou rasteiro, Romennig, em um lance de gênio, deu um corta-luz e a bola sobrou para Lima; assim, o maior artilheiro da história do JEC não perdoa.

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Aí ficou fácil para o Limatador. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Boatos de que essa é a primeira vez que torcedores do Sul de Santa Catarina comemoram um gol de Lima. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Outra lance plástico quase gerou a virada: aos 23, Romennig cruzou, Lima escorou de peito e Everton Boff chegou chutando de trás, mas a bola desviou e saiu. O autor do cruzamento, aliás, foi a campo após o intervalo e entrou muito bem na partida, desequilibrando a favor do Rui. Do outro lado, Jair Mueller não suportou mais 45 minutos e foi substituído por Marquinhos.

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Índio teve que trabalhar para segurar o empate. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Apesar da pressão fumacense, o Xanxerê se fechou na defesa e impediu a virada. Ainda assim, passou por uma baita susto aos 40, quando Romennig, de novo, aproveitou um rebote de Índio e chutou no travessão. Assim como acontecera na LARM, quando o Rui foi eliminado, e no mata-mata da Copa Oeste, em que o Xanxerê eliminou o Ouro Verde, mais uma vez as equipes definiriam sua vida nos pênaltis esse ano.

Mais fotos do jogo

As penalidades

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Valmir abriu a contagem para o Xanxerê. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Maikon Borges bateu num canto e Índio pulou para o outro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Guga, o autor do gol da vitória na estreia, bateu com força no meio e desempatou. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Índio voou para catar a cobrança de Romennig, um dos destaques do jogo até então. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Outro lance de goleiro para um lado e bola para o outro. Dessa vez, foi Marquinhos quem quase tirou Fabiano da foto. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Dirceu guardou o dele para o Rui. Xanxerê 3×2. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Basílio bateu a meia altura e facilitou a vida de Fabiano. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Gustavo Lalau jogou para fora a chance de empatar. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Da mesma forma, Renato jogou pelos ares a chance de acabar com a disputa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Lima, frio, bateu no canto direito de Índio. O goleiro até acertou o lado, mas não alcançou a bola: 3×3. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Abrindo as séries alternadas, Edson Negão bateu no meio, de cavadinha, e guardou: 4×3. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Fim de papo para o Rui. Renan tirou demais do goleiro Índio e acertou o pé da trave. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Mesmo esgotado fisicamente, o Xanxerê segue adiante no Estadual. O adversário será o Estrela Azul, de Santo Amaro da Imperatriz. O time da Grande Florianópolis fez o crime no Caravaggio e eliminou a equipe local, acabando com as chances da LARM alcançar seu pentacampeonato seguido, por mais que a liga tenha feito um baita lob na FCF para ter dois times e sediar o torneio.

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A festa visitante tomou conta do gramado do Rui. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Jogadores e dirigentes lembrarão com carinho de Morro da Fumaça: dois jogos e duas vitórias. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O capitão Basílio, ex-Criciúma, Chapecoense, ABC e ASA, puxou a palavra, lembrando que a equipe deve seguir concentrada para a final. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Por sorteio, ficou decidido que a finalíssima será em Nova Veneza. O distrito do Caravaggio receberá, com um gosto amargo, mais uma decisão – dessa vez, sem seu representante local. O Cancheiro, é óbvio, deixará Morro da Fumaça, já com uma pitada de saudade, e rumará à cidade vizinha.

Abraço! E até amanhã!

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