Uma tarde no parque: JMalucelli vira sobre o Espírito Santo e avança na D

Buenas!

Depois da rápida passagem por São Paulo, da Baixada Santista a Sorocaba, O Cancheiro fez uma parada estratégica em seu caminho de volta para Florianópolis. Ainda cedinho, saímos da terra do São Bento para, em Curitiba, conhecer o seu adversário nas oitavas da Série D, que sairia do confronto entre JMalucelli e Espírito Santo.

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Em meio ao caos de Curitiba, um pouco de sossego e duas traves. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

A peleia foi disputada em uma das canchas mais originais do Brasil, o Ecoestádio Janguito Malucelli. As alternatividades do “primeiro estádio ecológico do Brasil” não são novidades para ninguém. Além de receber os jogos do Jotinha e ter sido casa do Atlético durante a reforma da Arena, o Ecoestádio também é lar de galinhas e coelhinhos nada amistosos, que, mesmo ficando presos, dão um jeito de aprontar durante as partidas. O Ozir, chefe da equipe, até já ficou famoso por aparições inoportunas e por dar sorte aos mandantes.

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Para chegar às cabines de imprensa, é necessário passar por uma trilha. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O JMalucelli foi fundado nos anos 90 como Malutrom e rapidamente alcançou a elite do futebol paranaense. Em 2005, passou a ter o nome atual e, entre 2009 e 2012, se chamou Corinthians Paranaense, devido a uma parceria com o clube paulista. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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A sede conta com um memorial que relembra as diversas fases do clube. Sem contar aquela invejosa coleção de camisas ali. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Antes da pelota rolar, “A Cancheira” Amanda Joenck apurou todas as informações sobre a fauna local e descobriu que os roedores ficam presos durante partidas da CBF. Talvez isso explique a falta de sorte logo aos três minutos, quando Vinícius, zagueiro do Espírito Santo, apareceu sozinho no meio da área para completar uma cobrança de escanteio e igualar a disputa – o primeiro jogo também havia ficado 1 a 0, mas para o JMalucelli.

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Esquadras no gramado do Ecoestádio. JMalucelli com Fabrício; Netinho, Alex Fraga, Valdomiro e Diego Prates; Paulo Vitor (Jenison), Jatobá, Leandro Vilela e Robinho (Diego Quirino); Eltinho e Santiago (Luis). Espírito Santo com Alan; Magno, Thiago Martinelli, Vinícius e Rafael Serrano; Iuri (Emílio), João, Rodrigo e Gerlem Willian (Julião); Vitinho (Joabe) e Eraldo. O trio de arbitragem veio de Minas Gerais: Renato Cardoso da Conceição, Marcus Vinícius Gomes e Luiz Antônio Barbosa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O genial placar do Ecoestádio ficou zerado por pouco mais de três minutos. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Aos poucos, os mandantes foram se encontrando na partida e, ao natural, passaram a dominar. Robinho, machucado, saiu e deu uma certa dor de cabeça ao treinador Luciano Gusso, mas Diego Quirino entrou e correspondeu às expectativas. Na sua primeira jogada, cruzou para Eltinho, no segundo pau, tentar escorar para trás, mas a defesa afastou. Aos 44, Quirino recebeu lançamento, virou, e tocou para Santiago finalizar, mas Alan salvou de manchete.

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Depois do susto inicial, aos poucos o JMalucelli foi ganhando cancha e quase chegou ao empate ainda no primeiro tempo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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A equipe curitibana não soube aproveitar as chances de bola parada no primeiro tempo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Faltava aquela pitada de sorte para chegar ao gol. Uma pata de coelho, talvez? Ou o coelho inteiro. Foi só o animalzinho aparecer, próximo aos bancos de reservas e um tanto quanto atordoado, que o JMalucelli encontrou o caminho para a virada. Primeiro veio o empate, aos 18, após Eltinho avançar desde o meio de campo tabelando com Santiago e finalizar com maestria no cantinho de Alan.

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No primeiro tempo, quem deu as caras – ou o bico – pelo Ecoestádio foi uma galinha. Mas, a julgar pelo placar adverso e ao contrário de seus vizinhos conejitos, ela não deu muita sorte ao Jotinha. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O sistema de som anunciou o público total de 147 pessoas. “Puta que pariu, é a maior torcida do Brasil”, comemorou a excêntrica torcida local, já deveras mais faceira com o gol de empate, pelo público ter alcançado a casa das centenas. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O escrete capixaba tentou reagir logo após o empate, haja visto que um segundo gol daria a vaga direta ao Espírito Santo. Vitor tabelou com Rafael Serrano e bateu no canto rasteiro, obrigando o arqueiro Fabrício a salvar com os pés – o lance rendeu cânticos de “ah como é bom, o Fabrício é melhor do que o Buffon”.

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No placar agregado, o JMalucelli ia vencendo por 2 a 1. Para os capixabas, pouco mudou, já que ainda precisavam de apenas um gol para buscar a classificação pelo saldo qualificado. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O JMalucelli aproveitou as brechas que o Espírito Santo deu e, em outra jogada muito bem trabalhada, Eltinho e Santiago novamente buscaram a triangulação e fizeram a bola chegar em Jenison, que, mesmo desequilibrado, mandou no cantinho; a bola ainda pegou no pé da trave e enganou o goleirão Alan. A essa altura, o relógio já marcava mais de meia hora da etapa final, obrigando o Espírito Santo a buscar uma virada em 15 minutos.

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Jenison entrou no segundo tempo, fez o gol e correu para o abraço. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

 

 

 

 

 

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