Brasil de Farroupilha vence Novo Hamburgo com gol no último minuto

Aí está! Último dia d’O Cancheiro no Rio Grande do Sul. Para fechar a série de 8 jogos em duas semanas, planejei mais uma rodada dupla no domingo. Antes de subir a serra para acompanhar o clássico Ca-Ju, dei uma parada no Estádio do Vale, onde Novo Hamburgo e Brasil de Farroupilha entraram em campo pelo grupo metropolitano do Campeonato Valmir Louruz. Essa é a segunda de uma série de três partidas seguidas entre os dois times. Na primeira, quarta-feira, pela Copa Luiz Fernando Costa, o time da terra do calçado desceu a serra com a vitória, resultado que garante uma boa vantagem para o jogo de volta, na próxima quarta.

Jandrei; Tiago Ott, Gustavo, Brito e Fabinho; Paulo Vinícius, Lucas Santos, Diego e Lucas Crispim; Izaldo e Grafite. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Jandrei; Tiago Ott, Gustavo, Brito e Fabinho; Paulo Vinícius, Lucas Santos, Diego e Lucas Crispim; Izaldo e Grafite. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Ismael; Luiz Felipe, Vagner, Douglas e Guerra; Elias, Thiago, Felipinho e Evair; Giovanni e Vandinho. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Ismael; Luiz Felipe, Vagner, Douglas e Guerra; Elias, Thiago, Felipinho e Evair; Giovanni e Vandinho. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Trio de arbitragem composto por David Baquini, Michael Stanislau e Cleber Gilmar Flores. Marcello Ignácio Neto foi o quarto árbitro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Trio de arbitragem composto por David Baquini, Michael Stanislau e Cleber Gilmar Flores. Marcello Ignácio Neto foi o quarto árbitro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O jogo, marcado para as 11 horas de um domingo de dia dos pais, foi acompanhado por cerca de 50 almas – entretanto, sem o menor sentido, havia 15 brigadianos, quase um para cada 3 torcedores. Já é notável que, pelo menos no Brasileirão, essas seções de futebol matutino vêm obtendo sucesso. Previsto para acontecer apenas durante o inverno, devido ao tempo mais ameno e propício para a prática do esporte, o horário acaba pregando peças, tendo em vista que ninguém esperava um veranico tal qual o que vem torrando o Rio Grande do Sul. Ao meio-dia, os jogadores corriam com os cornos pelando sob um sol de 32 graus.

Essas condições, somadas ao fato de, teoricamente, essa partida valer menos que as outras duas, contribuíram para um primeiro tempo feio de se ver. Nenhum dos dois times conseguiu se impor no ataque e a bola raramente saía do meio-de-campo. Quando saiu, foi em lançamentos, na verdade chutões, sem propósito algum. De fato, parecia que ninguém queria fazer um esforço maior para vencer. Pelo lado do Novo Hamburgo, Grafite tentou duas vezes de cabeça em cobranças de falta.

Times nada inspirados e o calorão contribuíram para um jogo mais feio que tombo de mão no bolso. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Times nada inspirados e o calorão do meio-dia contribuíram para um jogo mais feio que tombo de mão no bolso. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Lá pelos 30 minutos foi possível notar uma certa superioridade do Brasil, que conseguia colocar a bola no chão e rondar a área adversária, chegando com perigo duas vezes. Na primeira, o lateral-esquerdo Guerra avançou e bateu cruzado, mas a bola não encontrou ninguém na pequena área para conduzi-la às redes. Pouco depois, foi a vez do outro lateral, Luiz Felipe, pegar um rebote e quase marcar. Para não dizer que o Novo Hamburgo não finalizou durante a primeira etapa, Grafite chegou com perigo aos 40, quando chutou fraquinho da meia-lua.

Lucas Crispim até tentou dar um pouco mais de qualidade para a peleia. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Lucas Crispim até tentou dar um pouco mais de qualidade para a peleia. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Um policial para cada três torcedores em Novo Hamburgo. A situação atual da Brigada Militar e do estado deve ser das melhores... (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Um policial para cada três torcedores em Novo Hamburgo. A situação atual da Brigada Militar e do estado deve ser das melhores… (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Esperava-se uma postura diferente dos times na segunda etapa. Tanto é que o Brasil fez três substituições – das cinco permitidas – no intervalo. Entretanto, para infelicidade geral daqueles que deixaram o churrasco para mais tarde, pouca coisa mudou. Nos primeiros vinte minutos, a única ocasião digna de nota, ou nem isso, foi quando o goleiro Ismael, do Brasil, ia ser driblado por Lucas Crispim, fora da grande área, mas conseguiu se recuperar e mandar a bola para a lateral.

Parada para hidratação.
Parada para hidratação. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Assim como no primeiro tempo, um dos times conseguiu exercer uma leve superioridade sobre o outro. Dessa vez, foi o Novo Hamburgo que chegou mais perto de marcar. A torcida decidiu acordar e entoar uns “Olê Nóia” ainda tímidos aos 28, quando Lucas Crispim teve uma boa chance de falta, mas isolou. Em seguida, o time ganhou confiança e passou a dominar. Um horripilante arremate de fora da área de Paulo Vinícius, um chute que passou tirando tinta de trave de Cacique e duas cobranças de escanteio resumiram o momento do Novo Hamburgo no final da partida.

(Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
(Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Quando tudo se encaminhava para um melancólico 0 a 0 e eu já me aprontava para sair da cancha e tomar o rumo da rodoviária, eis que o Brasil prova que não tá morto quem luta e quem peleia. O time serrano conseguiu armar um contra-ataque fatal, em que Vandinho surgiu na frente de Jandrei, bateu em cima do goleirão, a bola subiu e caprichosamente caiu dentro da goleira hamburguense. O gol salvador – não só para o time, como para o jogo em si –  aconteceu aos 51 minutos do segundo tempo, se considerarmos a parada técnica mais do que necessária para hidratação.

Vandinho bateu na saída do goleiro Jandrei, aos 51 do segundo tempo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
Vandinho bateu na saída do goleiro Jandrei, aos 51 do segundo tempo. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O resultado foi o troco que o Brasil deu no Nóia, após ter sido derrotado em Farroupilha com um gol também nos acréscimos. Na próxima quarta, os times entram em campo, novamente no Vale, para tirar às nega e definir quem ganha a melhor de três. O Novo Hamburgo pode até perder por 1 a 0 que se classifica para a segunda fase da Luiz Fernando Costa. Já o jogo desse domingo foi apenas a estreia dos dois times na Valmir Louruz, visto que ambos folgaram na primeira rodada.

No final, o técnico Rodrigo Bandeira cumprimentou jogador por jogador pelo empenho demonstrado até o final. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
No final, o técnico Rodrigo Bandeira cumprimentou jogador por jogador pelo empenho demonstrado até o final. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Depois de sair do Estádio do Vale com o singelo gol aos 51 do segundo tempo, compensando toda a medonha partida, peguei o Trensurb junto com outros torcedores que se deslocavam para o clássico da noite: o Gre-Nal. Mas o derby d’O Cancheiro era outro. Para tanto, tomei o sentido contrário à Porto Alegre e desci na rodoviária de Novo Hamburgo, de onde deixei a região metropolitana e me desloquei até Caxias.

Mas a estreia do blog em competições nacionais é papo para mais tarde. Por ora, ficamos por aqui. Até!

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